quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Era o vinho, meu Deus, era o vinho


Ao mesmo tempo que mantém nos 18 anos a idade mínima para o consumo legal de bebidas espirituosas, o governo português, numa atitude verdadeiramente revolucionária, baixa para 16 anos a idade mínima para o consumo legal de cerveja e de vinho (aprovada hoje em conselho de ministros). Diz o secretário-geral da Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja que a medida é «adequada e leva em conta a realidade portuguesa». Sim, infelizmente, a realidade portuguesa é mesmo a do alcoolismo infanto-juvenil, a do desemprego jovem e a do êxodo de recém-licenciados para o estrangeiro, cortesia das políticas de terra-queimada do governo de coligação em vigência. Bem-vindos ao Novo Velho Portugal: um Salazar em cada esquina e um inspector do fisco à porta de cada taberna para pedir a factura aos embriagados. (Ler notícia, com a citação anterior, nesta ligação: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=629807&tm=8&layout=121&visual=49)