quinta-feira, 4 de abril de 2013

Quando o Falso Profeta é, também, a Besta

(Moisés diante da Sarça Ardente não se interrogaria melhor.)

A boçalidade do discurso de Miguel Gonçalves, o miriápode do neoempreendedorismo, agora mercenário do miserável governo de Pedro Passos Coelho, cristaliza toda a saloiice, a rudez e a doblez que nunca abandonaram a cartilha de quem, com panegíricos, lauda as virtudes da dita "escola da vida" ao mesmo tempo que denuncia os vícios do "saber livresco" e da cultura "inútil": "Isso é para intelectuais", costuma ouvir-se nessas situações, "fala-me de algo que eu possa entender", não como quem tem vergonha das suas lacunas, mas como quem não deseja contaminar-se com essa coisa esquisita que não pode ser comprada por um euro para ser vendida por dois.

Recordo alguns dos textos que já escrevi sobre "empreendedorismo":


A Selecção Natural Segundo o Governo