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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Ler para os meus mortos


Hoje, sem quaisquer presságios ou sintomas que a anunciassem, senti uma vontade profunda de ler para os meus mortos. Uma vontade fina e funda como uma agulha introduzida no peito.
Ler apazigua, porque não pede nem obriga à resposta. Os mortos não respondem. Mas poderão ouvir? Só quem já não tem vivos compreende a inutilidade daquele perfunctório vento a que chamamos diálogo, palavras em refluxo, cuja caligrafia se apaga da memória a cada terrível e rutilante passagem. Pode-se falar na escuridão, mas só pode ler-se à luz: essa luz em flor, formidável, tão translúcida quanto celofane, que serve de farol para os nossos mortos, agora naturais de um mundo feito de silêncio. Linguagens sem tradução: a luz da nossa leitura; o frígido silêncio do seu consentimento.

(Ilustração: Eric Lacan.)

terça-feira, 24 de abril de 2018

David Soares na Maratona de Leitura FNAC Colombo 2018


A minha leitura de ontem, na loja FNAC do Centro Comercial Colombo, na Maratona de Leitura com a qual se celebrou o Dia Mundial do Livro. Li dois excertos do meu romance Batalha.
Fazem falta mais momentos de celebração da leitura.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Leitura na FNAC Colombo


No próximo dia 23 (segunda-feira), às 16H50 em ponto, irei estar no fórum da loja FNAC do Centro Comercial Colombo, em Lisboa, para participar com uma leitura na Maratona de Leitura com que se assinalará o Dia Mundial do Livro. Cada autor convidado lerá durante dez minutos. Divulguem e apareçam.