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terça-feira, 22 de janeiro de 2019
Vale mesmo mais um pássaro na mão
A ouvir um dos mais surpreendentes e melhores lançamentos do ano passado: One Byrde in Hande (Linn Records) do maestro e músico inglês Richard Egarr, que também é director da Academy of Ancient Music, em Cambridge. Este disco consiste em peças para cravo compostas pelo compositor isabelino William Byrde. Recomendo-o vivamente a todos os fãs de música renascentista, de Byrde e Egarr e, claro, a todas as aves raras. Esta gravação, na qual Egarr demonstra o seu talento superlativo, é servida por uma produção irrepreensível e por um design de muito bom gosto.
sexta-feira, 18 de maio de 2018
Ri(c)tos fúnebres
A lugente música que Hans Zimmer compôs para a cena em que a personagem
Joker mostra o rosto pela primeira vez no filme The Dark Knight, de
Christopher Nolan, é idêntica, em notas e lugubridade, à monódia que,
feculente, se espalha nos primeiros instantes do intróito do Requiem de Gabriel Fauré: uma toada totalitária que aterroriza e desautoriza,
deixando o ouvinte despido de defesas durante a duração da peça.
Que o intróito de Fauré e o musical cartão de visita de Joker são idênticos, disso não guardo dúvidas, mas poderá ser plausível a especulação que Zimmer terá querido dizer que Joker, de rosto rasgado num acromânico ricto, é uma espécie de tubarão? Avanço com esta hipótese baseando-me na fisionomia da personagem, alva como o abdómen dos tubarões - e de mimética bocarra sanguífera. Aliás, como Herman Melville manifestou no romance Moby-Dick, a palavra em latim eclesiástico do século XIV, requiem, com o significado de missa pelos mortos, poderá ser o étimo da palavra francesa para tubarão: requin; cuja grafia antiga contemplava a forma requien.
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terça-feira, 12 de setembro de 2017
Les Arts Florissants's «Die Zauberflöte» - plus my social networks
Les Arts Florissants's historically informed version of Mozart's Die Zauberflöte (1791) - played with period instruments - comes serenely to the listener, at an appointed slower pace than other large-orchestral performances, and this brings forth a welcoming freshness. I highlight Dessay's Königin der Nacht - throughout, her coloraturas sound just like an instrument; which can be heard best in this version's slower-paced Der Hölle Rache aria - and Scharinger's Papageno, sung with a lot of heart. Overall, the singing in this recording is first-rate. There is a quiet period-piece dignitas here, very moving and authentic, belied by the light-hearted, gracious playing. One of the most original and precious versions of this singspiel already recorded.
I take this occasion to remember my readers about my Facebook page and my Instagram profile.
I know this blog is not being uptaded almost per diem as before, but, nonetheless, you can follow my Facebook posts and Instagram snaps, published (for the time being) at a more circadian pace than here.
So, if you don't follow my social networks already, go there and press 'follow'. You'll find me there easilly these days.
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