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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

14ª Feira do Livro de Peniche


No passado dia 30, estive na 14ª Feira do Livro de Peniche para conversar com os leitores sobre O Evangelho do Enforcado (Saída de Emergência). A apresentação, à qual se seguiu uma sessão de autógrafos, foi conduzida pelo professor Rogério Cação, Presidente da CerciPeniche e da Assembleia Municipal de Peniche (na foto acima). A ele e a Manuel Luís da Associação Juvenil de Peniche agradeço a cordialidade e profissionalismo com que me receberam.


«Depois de ler
O Evangelho do Enforcado, imagino o David embrenhado em livros e narrativas históricas, a descobrir factos e personagens reais que, com um fantástico toque de uma imaginação fértil, irão resultar num cruzamento do real com a ficção, contextos que, por vezes, se torna difícil distinguir, tão bem urdidos são os enredos e tão credíveis são as histórias individuais. É isso que o torna distinto de outros autores. (...) David Soares descreve-nos personagens que conhecemos dos livros de História, mas despidas de adornos fictícios ou, se quiserem, vestidas com as características que interessam ao autor e à história. E acreditem que David Soares não deixa essa capacidade de imaginar por mãos alheias, sempre muito ancorado num trabalho sério de pesquisa. (...) extremamente realista na descrição de situações que outros tipos de escrita relevariam, e que se torna fascinante pela vivacidade e credibilidade dos retratos de época que, por isso mesmo e ainda que não sejamos fãs do género ou que nos suscite alguma dúvida a pretensa ligação do autor a um certo tipo de narrativas onde o horror pode espreitar num canto qualquer, temos que ler. E não tenho dúvidas que, se o fizermos, corremos o risco de querermos mais.» (Excerto do texto da apresentação, escrito e lido por Rogério Cação.)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Entrevista para o "Livros Com Rum" em podcast

A minha entrevista sobre O Evangelho do Enforcado (Saída de Emergência) para o programa Livros Com Rum (da Rádio Universitária do Minho) já está disponível em podcast nesta ligação.
Uma entrevista conduzida pelo académico e jornalista António Ferreira.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Entrevista #2: no programa Livros Com Rum

Hoje, às 21H00, podem ouvir uma entrevista meticulosa (com cerca de uma hora de duração) sobre O Evangelho do Enforcado (Saída de Emergência) dada ao académico e jornalista António Ferreira para o programa Livros Com Rum, da Rádio Universitária do Minho. O Livros Com Rum é, com efeito, um dos programas de rádio sobre livros que discorre com maior profundidade e inteligência sobre os autores e as suas obras e urge ouvi-lo, semanalmente. No que diz respeito à literatura, e à cultura, de maneira geral, é essencial.

A emissão em directo do Livros Com Rum pode ser acompanhada, a partir das 21H00, nesta ligação.

A minha entrevista repete no próximo domingo às 20H00 e ficará disponível para audição em podcast.

(Foto: António Ferreira e eu durante a entrevista, no estúdio do programa Livros Com Rum.)

Opinião de António de Macedo...

...sobre O Evangelho do Enforcado.

O escritor e realizador de cinema António de Macedo já leu o romance. A sua opinião é a seguinte:

«A boa notícia, que pode ser um princípio de ressurreição da grande literatura "especulativa" portuguesa (a única autêntica, porque assenta autenticamente no "imaginário"), é a possibilidade de existir um livro com a mais que extraordinária qualidade de O Evangelho do Enforcado. Lê-se de um fôlego (as inevitáveis paragens ao longo da leitura são sempre acompanhadas da concomitante impaciência para prosseguir). Ainda mais do que nos livros anteriores, que já eram excelentes, neste estamos perante uma "estória" magnificamente artilhada, em que a destrinça entre o "real" e o "fantástico" se torna irrelevante perante a coerência e a beleza cruel da totalidade do objecto, peça única de arte literária da mais fina água. Um belo diamante! Não sei classificar melhor. Qualquer adjectivo ficará sempre a desluzir da verdade da coisa. (Entre parênteses, admirei, verdadeiramente fascinado, a gigantesca quantidade e qualidade de informação reunida para oferecer ao leitor um quadro super-vivo, cheio de riquíssimos pormenores, do mundo português de entre 1395 e 1450. Extraordinário!)
Aqui ficam os meus sinceros parabéns, fazendo votos para que continue a proporcionar-nos momentos de puro êxtase como este, que vem coroar de forma magistral a obra anterior.»

António de Macedo.
Março, 2010.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Crítica integral na revista "Os Meus Livros" de Março

Livro do Mês
Classificação: * * * * *
Prós: Interessante e envolvente da 1ª à última página.
Contras: Nenhuns.

Fruto de uma imaginação prodigiosa e de uma rigorosa investigação histórica, este romance centra-se nos Painéis de São Vicente e na vida do pintor Nuno Gonçalves. Passa-se na época medieval, entre 1395 e 1450, período histórico que abrange o fim do reinado de D. João, o reinado de D. Duarte e a regência de D. Pedro, e factos históricos como a conquista de Ceuta e o desaparecimento de D. Fernando em Tânger.
Nuno Gonçalves é retratado como uma personagem de personalidade disturbada por um lado negro, espinhoso e dual, que o impele para a necrofilia e o assassínio. Um psicopata que, à luz, trilha um caminho que o leva de aprendiz de pintura em Lisboa, ao estágio com o mestre flamengo Jan Van Eyck, posteriormente ascendendo ao título de Pintor da Cidade e, depois, Pintor Régio.
O autor retrata-nos uma Ínclita Geração onde destaca as figuras dos infantes Eduarte, Fernando, Pedro e Henrique de uma forma surpreendente e altamente vívida. D. Henrique surge como o mais negro dos irmãos - um homossexual conspirador com a ambição de criar um exército de homens apaixonados. D. Fernando é uma peça-sombra fundamental: o infante santo martirizado, que Soares revela como figura central e misteriosa.
Um excelente romance que urde estas e outras ideias num exercício imaginativo altamente bem conseguido. A escrita eloquente, elegante e cativante apoiada numa sólida estrutura narrativa tornam a qualidade desta peça inegável. O interesse das temáticas e a imaginação com que são abordadas tornam-na indispensável.

(Em Os Meus Livros, Março de 2010. Crítica de Mónica Maia.)