sábado, 2 de janeiro de 2016

'Best of' de 2015 de artigos no Cadernos de Daath


Segue um best of composto por alguns dos artigos mais populares que publiquei durante o ano passado no blogue Cadernos de Daath. Agrupei-os em sete temas, por ordem cronológica: Obra (sobre os meus livros), Cultura, Actualidade, Literatura, Cinema, História e Teorias das Conspirações. Convido-vos, pois, à releitura ou à descoberta de algumas das minhas inquietações, realizações e predilecções de 2015.






- Cultura: 



 - Actualidade: 



 

- Literatura:

O Vício da Gravidade.


- Cinema:







Best of "instagramático"


Last year's fan favorites.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Duas recomendações históricas para Janeiro


No final deste mês serão editados dois livros de história que aguardo com entusiasmo: Final Solution: The Fate of the Jews 1933-1949 de David Cesarani (falecido no passado mês de Outubro) e The Holy Roman Empire: A Thousand Years of Europe's History de Peter H. Wilson.

O primeiro consiste numa observação sobre a Solução Final Para a Questão Judaica, segundo a perspectiva "funcionalista", por oposição à "intencionalista" (eu considero a perspectiva "intencionalista" muitíssimo mais realista; no limite, consideraria igualmente credível uma perspectiva "mista", mas de pendor "intencionalista"), e aparenta ser um dos títulos mais robustos escritos sob esse ponto de vista. Vale a pena lembrar que foi Cesarani que compôs outro retrato de Adolf Eichmann, descrevendo-o num novo estudo como sendo um doutrinado agente anti-semita, totalmente comprometido com a ideologia nacional-socialista, do que cifrar-se apenas como o calculista e ambicioso burocrata sem ideologia descrito por Hanna Arendt.

O segundo é um vasto volume que escalpeliza o longo e convoluto período do Sacro Império Romano-Germânico, desde Carlos Magno até Napoleão, ao mesmo tempo que examina os efeitos dessa entidade política no desenho do mundo contemporâneo.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Entrada de peso no Ano Novo

Para começar 2016 em peso, a revista LOUD! apresenta-se com o (já) mítico Abbath na capa e em entrevista. Além disso, há, evidentemente, o Balanço de 2015, com os melhores discos nacionais e internacionais escolhidos pelos colaboradores da revista (incluindo este vosso amigo); sempre uma excelente oportunidade para recordar ou descobrir discos que poderão ter escapado à atenção. Acrescento que este número traz a minha crónica bimestral, Consultor Funerário, desta vez sobre o fenómeno das chuvas de sangue -- em Portugal. Vão rápido que a esta hora ainda apanham um quiosque aberto, vão.



terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Novidades para 2016


Novidades para 2016 - no próximo ano, a Kingpin Books reeditará dois livros meus: O Pequeno Deus Cego (2011), escrito por mim e desenhado por Pedro Serpa, e o meu clássico A Última Grande Sala de Cinema (imagem em anexo), escrito e desenhado por mim e publicado originalmente em Janeiro de 2003. Este título, em especial, será uma surpresa para os fãs, pois consiste no último livro que desenhei e muitos leitores que me começaram a ler depois da data da sua edição não fazem ideia de que desenhei a maioria dos meus primeiros livros de banda desenhada. Assim, a Última Grande Sala de CInema irá abrir para mais uma sessão.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O Humano no Fantástico


Várias vezes defendi a adaptação cinematográfica do livro The Hobbit, de J. R. R. Tolkien, realizada em três filmes pelo cineasta neozelandês Peter Jackson, e ao ver a versão "estendida" de The Battle of the Five Armies (escrevi "estendida" entre aspas, porque as versões alargadas, editadas em DVD, são, na verdade, as originais, que serviram de matriz às mais curtas, exibidas nos cinemas) compreendo que estes filmes não poderiam, de facto, ter sido feitos de outra forma, pois compõem uma sequência perfeita que completa, em estilo, tonalidade e lógica narrativa, a trilogia anterior (The Lord of the Rings). Deste ponto de vista, penso que os problemas de percepção que The Hobbit cultivou, desde a estreia da sua primeira parte, relacionam-se com uma certa deslocação de expectativas: sob o espectáculo deslumbrante dos superlativos efeitos especiais (à la Ray Harryhausen do século XXI), existem apontamentos e ideias de uma fina subtileza que são continuamente interpretados de maneira oblíqua por um público cuja definição de "fantástico" presente na sua constelação cultural é paupérrima. Essa palavra ("fantástico") é dinâmica, evidentemente: tem-se transfigurado no desenrolar das décadas, assim como outros conceitos mais estruturantes (o princípio setecentista de "mal" difere em quase tudo da sua acepção contemporânea, assim como o modo como se vivia a morte no início do século XX é dissemelhante daquele que caldeia o início deste).

No fundo, prefiro designar o imaginário tolkiano por "mitologia fundacional", posto que aquilo que a maioria do público entende por "fantástico" somente se relaciona com ele por via de algum mimetismo estético: essa pseudoliteratura feita por colagens sincréticas e apressadas dos arquétipos tolkianos, pontuada por uma intrínseca imaturidade, que em nada tem contribuído para a credibilização dos universos da imaginação junto de um público e de uma crítica mais sofisticados. Com efeito, o dito "fantástico" é incomensuravelmente maior que o nicho criado por Tolkien e seus imitadores, mas é, precisamente, esse nicho que chega mais vezes e mais depressa ao grande público - ora, talvez seja atempado e útil remir Tolkien desse nicho, com o qual ele apenas se aparenta superficialmente. Talvez seja atempado e útil deixar de ler Tolkien à luz de alguns anacronismos e preconceitos que têm obstaculizado a sua interpretação e cotejá-lo com os textos das cosmogonias das sociedades pré-clássicas, por exemplo, com os quais, em bom rigor, patenteia muita paridade. Existe um lirismo em Tolkien que nada tem a ver com o receituário patético que a sua obra, infelizmente, criou, mas que se une, profundamente, aos grandes mitos fundacionais.

Para além disso, sob as vestes diáfanas da fantasia, Tolkien cria retratos autênticos da natureza humana. A esse título, observe-se o cenário plasmado em The Hobbit: um tirano ocupa ilegalmente um território rico em recursos, expulsando os seus habitantes que, anos mais tarde, intentam recuperar essa terra prometida; uma vez eliminado esse tirano, assiste-se a uma vera pulverização de poderes, com diversos grupos locais, cada qual à sua maneira e com diferentes motivos, tentando agarrar o controlo desse território. Em paralelo, nas fímbrias do palco, um novo candidato a tirano arrebanha radicais tropas de elite que, sob bandeiras negras, só tem como objectivo a hegemonia global sobre todos os restantes grupos que, note-se, parecem mais interessados em digladiar-se por miríficas riquezas do que em unir-se para combater a ameaça comum.

Sim, Tolkien não tem, de maneira nenhuma, nada a ver com a realidade e a experiência humanas.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Grandes livros de 2015


Este ano, reformulei a lógica de recomendações literárias de final de ano: em vez de escolher os "melhores" livros de 2015, escolhi os livros que, independentemente de serem os melhores do ano ou não -- sempre um critério subjectivo e não-livre de influências conjunturais --, me despertaram mais a atenção, pela sua originalidade e pertinência editorial; além disso -- e, neste aspecto, foi, de facto, uma orientação rigorosa --, somente escolhi livros escritos ou traduzidos em português (todos, claro, de não-ficção). No final de 2016, o(s) critério(s) será (serão) outro(s), certamente, mas este ano o resultado é o seguinte (sem qualquer ordem de preferência):

1) Animais e Companhia na História de Portugal (coord. Isabel Drumond Braga e Paulo Drumond Braga). Círculo de Leitores -- um livro espectacular que, de modo completíssimo, examina o papel e a presença dos animais, em múltiplos campos, ao longo da história de Portugal. Um volume essencial para o historiador e para quem gosta de animais.

2) Casas das Elites de Lisboa: Objectos, interiores e vivências - 1750-1830, de Carlos Franco. Scribe, Produções Culturais, Lda. -- análise profunda de uma vinheta temporal e social, partindo do estudo das vivências das elites lisboetas para chegar a uma tessitura mais densa, inserida no contexto nacional.

3) Casas com Escritos: Uma História da Habitação em Lisboa, de Margarida Acciaiuoli. Editorial Bizâncio -- em conjunto com a leitura do livro citado anteriormente, o panorama apresentado por esta obra ganha ainda mais fôlego. De facto, os estudos da vida quotidiana lisboeta, de meados do século XVIII até à actualidade, em principal nesta perspectiva direccionada para o espaço habitacional, ficam supinamente enriquecidos com estas edições de 2015.

4) História Política da Cultura Escrita, de Diogo Ramada Curto. Verbo -- excelente conjunto de ensaios e reflexões sobre o modo como a produção intelectual foi sendo instrumentalizada -- e influenciada -- pelo(s) poder(es) político(s) ou pelos poderes que, às tantas, também fizeram (e fazem) política.

5) Uma História da Curiosidade, de Alberto Manguel. Tinta-da-China -- ensaio sobre a curiosidade é uma definição redutora para este livro delicioso que, como podem ver pela fotografia que ilustra este texto, é o preferido do meu gato -- por sinal, bastante curioso.

6) História do Corpo (dir. Jean-Jacques Courtine, Alain Corbin, Georges Vigarello). Círculo de Leitores -- obra em seis volumes, na qual o corpo humano e suas representações e objectificações ao longo das eras são estudados com apuro numa abordagem interdisciplinar.

7) Racismos: Das Cruzadas ao Século XX, de Francisco Bethencourt. Temas e Debates -- já falei sobre a edição original deste livro (em inglês) na minha lista de fim de ano de 2014 e é essa a edição que podem ver na imagem; todavia, este ano foi dada à estampa a versão portuguesa deste ensaio sobre o racismo e não posso deixar de mencioná-la, pois é um trabalho destemido e inestimável.

Boas Festas -- leiam bons livros e, sobretudo, pensem sobre o que leram e entreteçam relações entre matérias, à partida, díspares, pois a variedade deleita o pensamento.
David Soares, Dezembro 2015.


domingo, 20 de dezembro de 2015

David Soares - tertúlia literária na Faculdade de Letras de Lisboa



Vídeo da tertúlia literária sobre a minha obra, com moderação de José Duarte (investigador do Núcleo de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa), no âmbito da primeira edição do Festival de Ficção Científica e Fantasia - The Padawan Wars (4 de Dezembro de 2015).

sábado, 19 de dezembro de 2015

Nova temporada do ciclo de palestras Sustos às Sextas


Daqui a menos de um mês, no Palácio dos Aciprestes, sede da Fundação Marquês de Pombal, terá início a nova temporada do ciclo de palestras Sustos às Sextas, organizado por António Monteiro, João Castanheira e Sandra Araújo. O programa desta segunda temporada, como poderão comprovar, é tão eclético quanto o da primeira. Eu lá estarei, no dia 18 de Março, para participar com uma palestra bastante heterodoxa e iconoclasta. Comecem já a estruturar as vossas agendas em órbita deste evento e, claro, divulguem: obrigado.

Entretanto, vale a pena recordar a palestra que dei no evento do ano passado: À Mercê da Medicina: Farmacologia Canibal Europeia e Portuguesa na Prática e na Cultura. O vídeo que se segue é, somente, um excerto dessa palestra, que teve cerca de duas horas de duração.




terça-feira, 8 de dezembro de 2015

«O Fantástico e o Real» nas Conversas Imaginárias 2015


Informo os fãs e amigos que irei estar na Fyodor Books no próximo sábado, dia 12, às 16H45, para uma tertúlia literária subordinada ao tema «O Fantástico e o Real»: conversa, essa, que contará ainda com o insigne cineasta e escritor António de Macedo como meu companheiro de mesa. A tertúlia insere-se no programa do evento Conversas Imaginárias 2015, organizado por Rogério Ribeiro e João Campos: um elenco de temas e palestras em órbita da literatura dita fantástica e análogos universos diegéticos. Apareçam, porque quando eu e o António nos juntamos o resultado é sempre espectacular -- quem já assistiu a eventos anteriores sabe que é verdade. Daí que agradeço a vossa presença e a divulgação: toca a partilhar.

domingo, 6 de dezembro de 2015

«Sepulturas dos Pais» premiado na Comic Con Portugal 2015



Para os fãs e amigos que não puderam comparecer ontem na segunda edição da Comic Con Portugal, fica a ligação para o vídeo da cerimónia de entrega do prémio de "Excelência na Escrita de BD" pelo livro Sepulturas dos Pais (Kingpin Books, 2014), escrito por mim e desenhado por André Coelho.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

«Sepulturas dos Pais» premiado com Galardão BD Comic Con 2015


Informo os meus fãs e amigos que ganhei o Galardão Comic Con 2015 na categoria de Excelência na Escrita de BD, com o livro «Sepulturas dos Pais (Kingpin Books 2014), escrito por mim e desenhado por André Coelho.
A cerimónia de entrega de prémios terá lugar durante a Comic Con Portugal 2015, no próximo sábado, dia 5, às 16H00. Parabéns aos vencedores das outras categorias (podem consultar a lista nesta ligação: http://www.comic-con-portugal.com/…/conhecidos-os-vencedore…).



quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Crítica a «O Poema Morre» na revista Blimunda nº42


Excelente crítica a O Poema Morre (Kingpin Books, 2015) por Sara Figueiredo Costa na revista Blimunda (editada pela Fundação José Saramago). Escreve Costa:

«(...) o que David Soares parece utilizar como matéria-prima do seu trabalho na banda desenhada é aquilo a que poderíamos chamar miséria humana, as vertentes menos nobres da nossa natureza comum, os gestos que guardam a violência, a sordidez, a ignorância, a maldade. Não podia ser mais universal e menos atreito a rótulos de género. (...) O trabalho de Sónia Oliveira acompanha esta vontade de modo orgânico, usando as linhas finas e sinuosas do seu traço como matéria capaz de moldar este retrato cinzento (também na paleta de cores) de um tempo que poderia ser muitos tempos.»

A ler na íntegra nesta ligação: http://www.josesaramago.org/?ddownload=536384


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Tertúlia literária no 1º Festival de Ficção Científica e Fantasia - The Padawan Wars

No próximo dia 4 de Dezembro (sexta-feira) estarei na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para, no âmbito do 1º Festival de Ficção Científica e Fantasia - The Padawan Wars, participar numa conversa sobre a minha obra. Esta tertúlia literária ocorrerá das 17H00 às 18H00 e será moderada por José Duarte (doutorado em Estudos Americanos e investigador pertencente ao grupo de investigação de Estudos Americanos da Faculdade de Letras de Lisboa). Divulguem e apareçam: obrigado.



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Entrevista para o 'podcast' Falar Criativo


Na ligação em anexo podem ouvir a entrevista que dei ao podcast Falar Criativo, com perguntas de Rui Branco. Como o nome do programa indica, a tónica da entrevista foi colocada em questões sobre a criatividade, resultando numa conversa muito completa sobre o meu processo criativo, as minhas inquietações e abordagens às diversas expressões com as quais desenvolvo os meus trabalhos. A entrevista é longa, mas penso que ficou muito dinâmica e interessante. Se também gostarem, partilhem - obrigado: http://falarcriativo.com/episodio-108-david-soares/


domingo, 8 de novembro de 2015

Desenho de Sónia Oliveira num exemplar de «O Poema Morre»


Desenho de Sónia Oliveira num exemplar de O Poema Morre, escrito por mim e desenhado por ela (Kingpin Books, 2015). Quem não foi ao 26° AMADORA BD perdeu a oportunidade de levar um livro personalizado deste modo, mas não entristeçam: em breve, haverá mais oportunidades.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

«O Poema Morre»: amanhã, autógrafos no 26º Amadora BD


Amanhã, das 16H00 às 18H00, eu e Sónia Oliveira estaremos no 26º AMADORA BD (Fórum Luís de Camões, Brandoa, Amadora) para autografar exemplares de O Poema Morre (Kingpin Books, 2015) e conversar com os fãs. Divulguem e apareçam: os vivos, os feridos e os mortos agradecem.

domingo, 1 de novembro de 2015

«O Poema Morre»: Lançamento no 26º Amadora BD

Para quem não pôde ir ontem ao 26º AMADORA BD assistir ao lançamento do livro O Poema Morre (Kingpin Books), escrito por mim e desenhado por Sónia Oliveira, aqui fica o vídeo desse evento muitíssimo participado, ao qual se seguiu uma concorrida sessão de autógrafos. Para a semana, eu e Sónia Oliveira estaremos novamente no Amadora BD, no sábado, dia 7, das 16H00 às 18H00, para autografar exemplares de O Poema Morre. Divulguem e apareçam: obrigado.