sábado, 11 de junho de 2016

Evocação dos santos gémeos de Lisboa em período das Festas dos Santos Populares


Neste período festivo devotado ao culto folclórico dos Santos Populares de Lisboa é fácil esquecer que outras sacralizadas figuras houve que, em tempos de antanho, foram idolatradas em vez de Santo António, São João ou São Pedro. Já falei aqui várias vezes dos irmãos Veríssimo, Máxima e Júlia, os três santos mártires de Lisboa (nos quais a antiga freguesia lisboeta de Santos-o-Velho integrada na nova freguesia da Estrela, desde 2012 guindou o seu nome); porém, também antigos, são os nomes de São Crispim e São Crispiniano: os dois santos gémeos de Lisboa, cuja importância nos primeiros tempos da reconquista da cidade tem sido esquecida. Vale a pena recordá-los, evocando-os a partir da sua representação mais significativa: a que se encontra plasmada na tela seiscentista de autor anónimo conservada no Museu de Lisboa (e cuja imagem aqui reproduzo).

Com dois metros e meio de altura e três metros de largura, este quadro argumenta connosco sobre como poderá ter sido a conquista de Al-Uxbuna, por D. Afonso Henriques, em 1147. Escrevi “argumenta”, porque a sua imponência é impositiva: esta tela, que preenche todo o campo de visão, não serve tanto para retratar a conquista da cidade, como para celebrar a dedicação desta aos santos mártires São Crispim e São Crispiniano. Segundo o hagiológio, estes irmãos romanos foram martirizados em finais do século III, no período das perseguições imperiais ao cristianismo, na cidade de Soissons onde trabalhavam com peles, estando ainda por decidir se foram peliteiros, surradores, sapateiros ou correeiros – a dúvida é prerrogativa dos homens, mas, por vezes, também beneficia os santos, porque em vez de remetê-los para um canto nublado da hagiografia, esta indefinição tornou estes gémeos os padroeiros de todos os ofícios que têm o couro como matéria-prima. Podemos vê-los no canto superior esquerdo da tela, sentados no regaço das nuvens e agarrando as palmas – símbolos de martírio –, enquanto olham com entusiasta aprovação para o abalroamento das portas da cidade pelas milícias cristãs, compostas por cavaleiros portugueses e cruzados norte-europeus arrebanhados na cidade do Porto, no âmbito da (fracassada) Segunda Cruzada, instigada pelo papa cisterciense Eugénio III para recuperar o condado de Edessa (criado durante a Primeira Cruzada).

O quadro é uma quimera plena de romantismo. «Toda a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar», escreveu Álvaro de Campos, «todos os lugares são o mesmo lugar, todas as terras são a mesma». Al-Uxbuna é Lisboa, a nossa, com o Atlântico a magnetizar-nos o olhar – ontem como hoje – e esta tenebrina tela, cujas armas nacionais que podem ver-se em primeiro plano são como o tal «coração que tem que pulsar através da vigília e do sono», quase nos faz esquecer o caos e o horror que uma guerra sempre confina. Nem de propósito, falando em caos, ao ler-se a crónica de Osberno fica-se com a ideia de que o desfecho foi mais rendimento do improviso que de estratégia bem esboçada. Na verdade, a páginas tantas, D. Afonso Henriques tem mais dificuldade em gerir as intrigas particulares das várias facções que o acompanham – em principal a flamenga, liderada pelo conde Arnoldo de Aarschot: personagem que parece obcecada em rapinar a égua do governante almóada da cidade.

A data de 25 de Outubro é, de maneira geral, indicada como sendo a da conquista da cidade, somente porque foi nesse dia que D. Afonso Henriques passou triunfante pelos seus portões: nessa manhã já começara o êxodo dos muçulmanos, mas à tarde, na alcáçova, na comparência do rei, clérigos e cruzados, ergueu-se uma cruz na torre mais alta e celebrou-se o êxito da expugnação com um Te Deum. É nesta coincidência que reside a chave para decifrar-se o enigma da presença dos santos gémeos Crispim e Crispiniano no quadro que nos relata esta história, pintado para celebrar o quinto centenário da conquista de Lisboa, em 1647 – data tornada ainda mais especial em virtude da restauração da independência a 1 de Dezembro de 1640. É que (no calendário litúrgico) o dia 25 de Outubro é o de São Crispim e São Crispiniano. Merecem ser evocadas as palavras de Oliveira Martins: «Lisboa, mais do que a capital do reino, era a razão de ser da sua independência».

Comprova-se a existência da antiga veneração prestada pela cidade a estes santos e que, mais tarde, a dinastia de Avis – ela própria devendo tanto a Lisboa – recuperou numa altura em que os nomes Crispim e Crispiniano começavam a ser deslembrados pelo povo: reis como D. João II e D. Sebastião foram fervorosos adeptos do culto destes dois santos e escreveram à câmara de Lisboa para que não descuidasse a procissão anual em sua honra. Na carta escrita por D. Sebastião a 24 de Outubro de 1575, por exemplo, pode ler-se: «E sendo esta procissão e festa de tamanha obrigação e tão devida a estes santos mártires pela mercê que Nosso Senhor fez à Cidade e a este Reino em seu dia e por sua intercessão, o tempo foi gastando a lembrança e conhecimento dela (…) Pelo que vos encomendo muito e mando que daqui em diante ordenais e façais esta procissão no dia destes santos mártires a qual irá da Sé a São Vicente de Fora como sempre foi (…) para que vá em crescimento a lembrança e devoção de tão grandes santos e da mercê e benefício que a Cidade recebeu em seu dia». São Crispim e São Crispiniano foram interpretados como sendo os símbolos efectivos da vitória da fé cristã sobre o credo muçulmano. É sedutor observar que, cerca de cem anos depois do Concílio de Trento, este quadro, que na sua umbrosidade e densidade pode ser definido como sendo protobarroco ou prototenebrista (ao estilo do pintor lisboeta Gregório Antunes), agarra nas premissas estipuladas nesse sínodo sobre a representação dos santos e eleva-as a uma singular categoria.

É que a religião cristã nunca foi anicónica e a iconografia hagiológica cumpre o papel de reforçar na imaginação dos crentes a missão dos santos como seus intercessores diante de Deus. Na veneração dos santos está, pois, implícito o próprio louvor a Deus, mas intermediado pelos Seus eleitos: escolhidos pela santidade que demonstraram. Mas essa santidade define-se pela marca de moralidade religiosa que detêm: é uma concepção que nos diz que não nascemos “santos”, mas que poderemos sê-los se nos colocarmos ao serviço de Deus, praticando a virtude num elevado grau de perfeição. O próprio Cristo é referido como sendo o santo de Deus – e os cristãos também são chamados de santos por pertencerem a Cristo (Romanos 1:7). Mesmo assim, os santos devem ser venerados (ou seja, respeitados), mas não devem ser adorados. Nesse sentido, o culto dos santos não traz a salvação, porque eles, apesar de todos os seus atributos, não são divinos.

Porém, estes São Crispim e São Crispiniano foram pintados num feitio inequivocamente divino – mais do que isso, parecem genuinamente divertidos com a estultice espraiada em baixo, ao estilo de deidades greco-romanas. O culto dos santos nasceu da perpetuação da memória dos primeiros mártires cristãos, sendo que, em grego, a palavra mártir significa testemunha: os martirizados são-no, porque através do seu sofrimento testemunham a Paixão de Cristo. Tal como os dois santos gémeos são testemunhas da conquista de Al-Uxbuna. Em relação a este quadro, não deixa de ser verdade que estamos longe da comum arte religiosa, mas também não pode dizer-se que se trata de uma simples reconstituição histórica; o que é espantoso, posto que é um quadro evocador da história pintado para estar exposto numa igreja.


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Sardinhada à romana: sobre o garum

Tirando proveito do período das festas populares que decorrem em Lisboa (e não só), caracterizadas por planturosos banquetes de sardinhas assadas, lambiscadas luculianamente no pão ou no prato, ao ar solto junto dos grelhadores ou em interiores sobre mesas tapizadas de vistosas variedades de verde e vermelho, cortesia do macramé de pimentos que, em regra, enfeita e revigora estes ágapes populares, publico aqui um extracto de um texto inédito que escrevi há uns tempos sobre a indústria romana de salga de peixe na Baixa de Lisboa - da qual a sardinha, claro está!, foi protagonista principal. Sardinha e Lisboa continuam a estar, ainda, indissoluvelmente coligadas.


Sobre o Garum
 
«Os romanos nunca foram, verdadeiramente, um povo inovador e, no seu ultra-pragmatismo, primaram por uma certa preguiça imaginativa; mas foram um povo extraordinariamente renovador: ou seja, foram mestres a absorver tecnologias e culturas das populações que iam subjugando e a examiná-las com minúcia para refinarem-lhes as possibilidades a inéditos níveis de eficiência. Nesse sentido, a indústria da conserva e salga de peixe por eles reformulada não foi nenhuma excepção e a diversidade de produtos que conceberam chegou até nós em nomes cuja interpretação é o pesadelo dos etimologistas; como Isidoro de Sevilha, que, no final do terceiro capítulo do Livro XX das suas Etimologias, discorreu sobre o assunto: muria, allec, liquamen, e, em destaque, garum.

Garum: nome que, foneticamente, bem podia ser algo ronronado por um delambido gato a esfregar-se nos tornozelos do dono, evoca, logo à partida, uma imagem de algo aquoso e antracítico – uma versão orgânica do basalto, pedra usada na “típica” calçada portuguesa. Que produto foi este, confeccionado nas cetárias revestidas de opus signinum (argamassa feita de areia, cal e calcário britado) que se encontram no subsolo dos nossos hodiernos edifícios, como a sede do banco Millennium BCP, mas também da Casa dos Bicos/Fundação José Saramago, na Rua dos Bacalhoeiros, e da loja Napoleão, na Rua dos Fanqueiros – a topologia é destino e esta casa, vendedora de finos azeites, vinhos e queijos portugueses, parece prosseguir a tradição gastronómica de que a Baixa foi o efervescente cadinho, porque o garum, desde o início, cifrou-se como produto gourmet: o principal molho salgado de peixe.

Era transportado em ânforas (...) as de transporte de azeite e vinho eram delgadas, enquanto que esta é gorda. Se há objecto universalmente identificável com a cultura romana é a ânfora, mas, mais uma vez, não foram eles que a inventaram e o nome, que é grego, significa com dois transportadores (os “transportadores” são as pegas laterais): projectadas para serem usadas apenas uma vez, foram a louça de plástico da época. Com mais de trinta metros de altura, o verdejante Monte Testaccio, em Roma, parece ser uma elevação natural, mas é totalmente artificial, formado por sedimentos sucessivos de cacos de mais de cinquenta milhões de ânforas: terra tornada barro, tornado terra; há rebeldia, aqui, nesta fímbria cosmopolita, porque não basta aos homens moverem montanhas, mas têm de ser capazes de construi-las. Este é o único Olimpo que vale a pena idolatrar.

(…)

É provável que algumas das receitas romanas mais “herméticas” sejam exageros literários, mas, mesmo assim, de acordo com as fontes mais credíveis, é inegável que os romanos adoravam iguarias extravagantes e não poupavam esforços e despesas para confeccioná-las – até inventaram uma palavra para isso: abligurire, que significa, em bom português, “gastar rios de dinheiro em comes-e-bebes”. Todavia, também adoravam sal; tanto que até salgavam o vinho – e eles bebiam imenso vinho – com um molho salgado chamado defrutum, feito de propósito para o efeito.

Que se esconde detrás desta obsessão com molhos salgados, como o defrutum e o garum?
A resposta reside no facto de que os romanos não usavam pedrinhas de sal para cozinhar ou temperar os pratos. Hoje, quando queremos salgar a comida, agarramos num saleiro e polvilhamos a gosto; ora, os romanos também tinham saleiros, mas, praticamente, não os usavam, porque preferiam salgar a comida com molhos salgados. Molhos salgados de peixe, neste caso; foram, em simultâneo, condimentos e remédios, porque os físicos coevos achavam que eles continham todas as propriedades medicinais do sal, mais as do peixe. Tomava-se garum contra a ciática, contra as enxaquecas e até contra problemas respiratórios ainda por diagnosticar convenientemente, como a asma e a tuberculose. Deste modo, não é surpreendente que a indústria de produtos piscícolas tenha transformado Lisboa na segunda capital da Lusitânia. Tão bem temperado era o sentido do negócio dos romanos que até vendiam uma versão kosher do garum para o mercado israelita, chamado garum castimoniale, feita em exclusivo com peixes escamados; de qualquer forma, o garum feito em Lisboa era kosher por excelência, feito de carapau e, principalmente, de sardinha (conhece-se esse facto, graças às análises feitas às espinhas e aos resíduos do preparativo, encontrados nas cetárias e nas ânforas).»


Sobre Camões - no dia dele



Na data que se convencionou ser a da morte do poeta Luís de Camões (cujo dia e ano ainda não foram apurados com rigor) - e que, também por convenção, começando em 1910, modificando-se em 1933 e, em principal, em 1978, se celebra o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas -, não resisto a recordar uma trova satírica que Camões compôs para escarnecer de D. António de Castro, senhor da vila de Cascais, depois de este lhe ter faltado ao prometido.

Esclarece Hernâni Cidade, nas notas que escreveu para o primeiro volume das obras completas de Camões (Livraria Sá da Costa, 1972), que, certo dia, Castro pediu a Camões que lhe redigisse uns versos e prometeu que os pagaria com meia-dúzia de galinhas recheadas. Vivendo sempre em condições precárias, o poeta aceitou a combinação, mas, no final, o senhor de Cascais pagou-lhe apenas com meio-frango. Sem perder o sentido de humor, Camões satirizou-o nestes versos que ficaram célebres: «cinco galinhas e meia / deve o senhor de Cascais, / e a meia vinha cheia / de apetite para mais».

A pobreza de Camões é um assunto "polémico", com diversos pontos de vista antagónicos a discorrer sobre ele, mas, tudo somado, pode avançar-se com a hipótese segura de que estaria, evidentemente, mais perto da penúria do que do pecúlio; logo, oferecendo uma severa dimensão trágica ao picaresco apontamento que aqui publico para convidar à reflexão neste Dia de Camões.

Imagem: cópia de Luís de Resende de um retrato de Camões feito por Fernão Gomes (algures entre 1573 e 1575), considerado o único retrato fidedigno, pois pintado em vida do poeta.

Coda: quanto ao apelido Camões, ele entra no nosso léxico, no século XIV, com Vasco Pires de Camões, um nobre galego que se refugiou em Portugal. Foi, provavelmente, o bisavô de Luís Vaz de Camões.
A etimologia do apelido talvez se relacione com uma freguesia galega chamada Santa Eulália de Camós, pronunciada camones pelos populares, o que reproduz a sua grafia medieval ducentista. Também não se pode ignorar-se o nome hispânico calamón, do qual deriva o catalão galmon e o nosso camão: todos nomes para o galeirão comum, ave aquática, aparentada com a abetarda, que habita junto aos rios. Ainda no século XVIII se dizia camão em vez de galeirão; não obstante a palavra galeirão existir desde o século XIII, sem dúvida com outro significado.
Resta esclarecer que camões ainda ganhou o significado de zarolho, por culpa do acidente que feriu um dos olhos do poeta: acidente que consistiu no disparo aziago de um estilhaço de uma peça de artilharia - quase de certeza, um pequeno canhão, embora se especule quanto às circunstâncias do acidente: se no Norte de África ou em Lisboa.
O dia 10 de Junho ainda foi durante muito tempo chamado de Dia de São Camões.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Enterrando sardinhas


Agora que chegou o intermezzo da ictiofagia bairrista - e não só em Lisboa -, vale a pena dar o alvitre sobre a espantável tradição do Enterro da Sardinha (quarta-feira de cinzas): misto de piedade popular e Carnaval, que, infelizmente, tem andado um bocado esquecido. Cortesia de Francisco Goya é o chinfrineiro charivari que aqui publico, pintado em 1819 no dealbar da realização da série das Pinturas Negras pelas quais o quasimodiano artista ficou famoso no nosso tempo - e, com efeito, já há muito de pintura negra nesta caliginosa composição - na qual, curiosamente, o pelágico clupeiforme está ausente. Já foi enterrado, provavelmente.

Coda:
1) o Enterro da Sardinha é uma espécie de Enterro do Bacalhau, também praticado na quarta-feira de cinzas;

2) nas Posturas Antigas sobre o pescado na cidade de Lisboa, três posturas, pelo menos, falam exclusivamente sobre problemas relacionados com o comércio e pesca de sardinhas; a minha preferida é a «Postura do Preço das Sardinhas e Contadeiras que Sejam Casadas e Não Solteiras» que regula tanto a mercadoria como o estado civil de quem a pode ou não vender;

3) além de servir para a confecção de pastas e acepipes de variável grau de requinte e exigência, a sardinha era usada pelo vulgo como ingrediente principal em mezinhas muitíssimo curiosas (lia-se as vísceras das sardinhas para adivinhar quase tudo, mas, em principal, o sexo dos bebés era adivinhado lançando-se uma espinha de sardinha ao lume e observando como se comportava - se levantasse, nasceria um rapaz). Aliás, nem só pelo vulgo, pois o Dr. Cipriano de Pina Pestana, médico da câmara de D. João V e físico-mor do reino (houve três médicos de câmara neste reinado, mas penso que este é o nome certo para o caso), saudava o efeito expurgante da cabeça de sardinha quando empregada como supositório em casos de prisão de ventre.
 

terça-feira, 7 de junho de 2016

About Chiado / Sobre Chiado


In my investigations about Lisbon's history I might have found the probable true origin of this poet's nickname: Chiado. However, I'll play this very close to the chest until I manage to gather more information - which will take some time. In any event, sooner or later, I'll let you all know if I'm wrong or right. (Pic: Costa Mota's 1925 bronze statue of Chiado in Largo do Chiado, Lisbon.)

Nas minhas investigações sobre a história de Lisboa talvez tenha encontrado uma provável verdadeira origem para a alcunha deste poeta: Chiado. No entanto, prefiro ter cautela e reunir mais informação para perceber a validade da hipótese - o que levará algum tempo. Seja como for, mais tarde ou mais cedo, logo vos direi se estava errado ou se estou certo. (Foto: estátua de bronze do poeta Chiado, de 1925, no Largo do Chiado.)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Dose dupla na 86ª Feira do Livro de Lisboa


Lembro que amanhã, sábado dia 4, estarei às 16H00 no auditório da 86ª Feira do Livro de Lisboa (Parque Eduardo VII, à Praça do Marquês de Pombal) para apresentar o livro A Liga dos Cavalheiros Extraordinários: Século (Editora Devir), de Alan Moore e Kevin O'Neill. No dia seguinte, domingo dia 5, estarei novamente na Feira do Livro, entre as 14H30 e as 17H00, no stand da Europress (B11), para uma sessão de autógrafos na companhia de Sónia Oliveira: o nosso livro O Poema Morre (Kingpin Books) será o Livro do Dia. Divulguem e apareçam.