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terça-feira, 13 de novembro de 2012

No 23º Amadora BD...


...numa sessão de autógrafos, com alguns dos meus livros (O Pequeno Deus Cego, É de Noite Que Faço as Perguntas e Mucha: todos nomeados, nos últimos três anos, para os três principais Prémios Nacionais de Banda Desenhada - Melhor Álbum, Melhor Argumento e Melhor Desenho; sendo que, este ano, O Pequeno Deus Cego deu-me o prémio de Melhor Argumento). Também pode ver-se Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense, o meu mais recente disco de spoken word, com música de Charles Sangnoir.

(Foto de Álvaro Santos.)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

«O Pequeno Deus Cego»: sessão de autógrafos no Amadora BD no próximo dia 11

Wang, o Castrador, o dragão mais filosófico da banda desenhada portuguesa é uma das personagens principais de O Pequeno Deus Cego (Kingpin Books), livro de BD escrito por mim e desenhado por Pedro Serpa, que foi premiado nesta edição do Amadora BD com o Prémio Nacional de Banda Desenhada para Melhor Argumento de Autor Português. A sua segunda edição está disponível no stand da Kingpin Books e no próximo Domingo, dia 11, eu estarei presente no Amadora BD para uma sessão de autógrafos das 17H00 às 19H00.
Divulguem e apareçam: atrevam-se a ler O Pequeno Deus Cego, uma história iniciática sobre a saída das Trevas para a Luz.


sábado, 3 de novembro de 2012

«O Pequeno Deus Cego» premiado no Amadora BD


Nesta edição do AMADORA BD, ganhei o Prémio Nacional de Banda Desenhada para Melhor Argumento de Autor Português pelo livro O Pequeno Deus Cego (uma edição Kingpin Books, desenhado por Pedro Serpa). O Pequeno Deus Cego também foi nomeado para Melhor Álbum Português e Melhor Desenho de Autor Português e a sua segunda edição está disponível no stand da Kingpin Books durante este festival (que termina no próximo dia 11).

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

«Os Anormais» disponível no 23º Amadora BD


Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense, spoken word com textos e voz meus e música de Charles Sangnoir, vai estar disponível durante o 23º Amadora BD no stand da livraria Dr. Kartoon e amanhã, entre as 17H00 e as 19H00, eu estarei no espaço dos autógrafos para personalizar essa e outras obras minhas. Fica a ligação para ouvirem o segundo capítulo de Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense, intitulado O Plutão da Pena, assim como um excerto desse texto: http://necrosymphonic.bandcamp.com/track/o-plut-o-da-pena
«Enroupado de lã preta, o Anão dos Assobios da paróquia da Pena é um hodierno e cinocefálico Tibicena que sopra arcanos por Lisboa naquilo a que os comerciantes ingleses chamam de “assobios-de-lobo”: estrídulas gaitadas produzidas com os dedos enfiados na boca.

Quem são estes anões cuspidos pelo ventre da terra?

Para que participações plexiformes foram projectados?

Amoldados na forja de Hefesto, vejam-nos emergir desse estrato plutoniano em períodos de pestilência e guerra. Os assobios deles mimam os esguichos gasosos solfejados por extrusivas salpinges vulcânicas: comunicações de silfos do submundo de buchos cheios de ferrugem – a língua de animais com ferro na alma, pois estas criaturas fenocristalóides assenhoreiam a arte de extrair metais dos minérios: o magistério metalogénico.

Na mitologia norte-europeia, os anões, seres sapudos que povoam as partes privadas das serranias, apresentam-se como mestres metalúrgicos; tropo transmitido até aos nossos dias pelo mago suíço Paracelsus que, no século XVI, criou a – até aí inédita – figura do gnomo: elemental imaginário que reside nas cavidades intestinas e é capaz de passar por paredes de pedra. Segundo Paracelsus, os gnomos, cuja etimologia por ele inventada significa habitantes da terra, evitavam a companhia dos homens, mas nas Eddas, escritas pelo historiador islandês Snorri Sturlson, os homens são criados, justamente, pelos anões: o homem e a mulher originais – Ask e Embla –, feitos de terra e casca de árvore. Os gnomos paracelsianos são os ínfimos humanóides que, nas histórias infantis, se encovam no mundo quotidiano. Há magia velha por trás dos rodapés, por baixo dos tapetes e entre as ervas mais altas dos jardins – existem espíritos milenares entre as nossas almas bebés: e quando finalmente perecem, cansados de carregarem tanta sabedoria, convertem-se em árvores; como aquela em que foram talhados Ask e Embla.

De acordo com a dendrolatria pré-diluviana, já tivemos corpos vegetais: existem ecos da jornada de preguiçosa vida vegetal para impetuosa vida animal no espantoso livro Hypnerotomachia Poliphili do dominicano italiano Francesco Collona; existem ecos desta ligação dendrológica nas mitocôndrias que residem nas nossas células e na hemoglobina que, pasme-se!, pode encontrar-se nos caules mais carnudos das plantas. Existe ferro nos veios das montanhas e nas nossas veias… Não é a toa que, nas lendas de outrora, os anões fruam já formados das fragas: eles e nós somos descendentes da prole goblinesca dos Telamones: titãs condenados a serem cariátides das estruturas mais densas do planeta e que, com o inexorável avançar do tempo, se integraram em definitivo na própria rocha. De pedra a planta e de planta a bicho. De Pedra Bruta a Pedra Cúbica. Os ritmos da selecção natural e os da matéria amalgamada no fundo do crisol são sempre os mesmos: inícios morosos que dão lugar a cadências cada vez mais aceleradas. Caminhando pelas bulhentas ruas da freguesia da Pena com a ajuda de uma bengala – tirso recheado de fogo prometeico –, o desfigurado e fedentino Anão dos Assobios é um mercurial mensageiro metassomático: é um anão que nos lembra uma idade em que andavam gigantes sobre a terra.»

23º Amadora BD


Começa hoje o 23º Amadora BD (Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora): o tema desta edição é a Autobiografia.

Consultem o site oficial, no qual poderão ler a programação e ficar a saber os dias e as horas dos lançamentos dos livros que mais desejam ler e das sessões de autógrafos dos vossos autores preferidos: http://23amadorabd.com/pt/

Eu estarei lá amanhã, das 17H00 às 19H00, na secção dos autógrafos, para assinar os meus livros de BD e não só: no stand da Kingpin Books poderão encontrar a nova edição de O Pequeno Deus Cego (escrito por mim e desenhado por Pedro Serpa - nomeado para as três categorias principais dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada deste ano: Melhor Álbum, Melhor Argumento e Melhor Desenho) e no stand da Dr. Kartoon poderão encontrar É de Noite Que Faço as Perguntas (escrito por mim e desenhado por Jorge Coelho, João Maio Pinto, André Coelho, Daniel Silvestre da Silva e Richard Câmara) e, ainda, o meu novo CD de spoken word Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense (com texto e voz meus e música de Charles Sangnoir).