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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Pequenas Histórias, ep. 4: "A Peste e o Tempo (freg. da Penha de França)"


Quarto episódio de Pequenas Histórias: em A Peste e o Tempo (freguesia da Penha de França) continua a discorrer-se sobre a história das ideias com uma freguesia de Lisboa como pano de fundo, elegendo como temas o Tempo e a Peste: o fluxo e a descontinuidade.

Da Praga de Atenas de Tucídides à teoria da direcção do tempo de Hans Reichenbach, da vacina de D. João II à morfogénese de René Thom, do Lagarto da Penha de França à ciência imunológica de Élie Metchnikoff, examinar-se-ão os fenómenos da passagem do tempo e dos efeitos de pandemias e epidemias em mudanças irreversíveis do decurso da história.

Uma viagem pela história das mentalidades e das ideias com uma freguesia de Lisboa como pano de fundo.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Lisboa Triunfante...


...numa montra do Chiado.
Onze anos depois perdura o sentimento de ter-se sintonizado durante a escrita a psique da própria cidade.

 

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Dez anos de "Lisboa Triunfante"


 
Fez ontem dez anos que foi lançado, no fórum da loja FNAC do centro comercial Colombo, o meu romance Lisboa Triunfante (Saída de Emergência). Passado esse período, penso que o tema principal do livro, em vez de ser a cidade de Lisboa, como sempre considerei, é, na verdade, o tempo — o que é, como nos relacionamos com ele, de que modo somos transformados pela sua acção. Lisboa é a caixa de Petri dessa análise à nossa relação com o tempo; uma análise que, como é sabido por quem leu, se assume com a maior duração temporal possível. Só a Raposa e o Lagarto não vêem o tempo a passar por eles: quem vive nas alturas percebe o tempo com maior velocidade, diz a Física — vivendo num andar superior da existência, ambos vêem o tempo tão depressa, que é como se estivessem eternamente na mesma coordenada. É por isso que tanto gostam de imiscuir-se nos nossos assuntos: o ser humano oferece-lhes realidade.