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sexta-feira, 16 de maio de 2014

La Chanson Noire: concerto nocturno no Cemitério dos Prazeres


Amanhã, sábado 17, às 21H30, La Chanson Noire regressará aos grandes concertos com um espectáculo exclusivo no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, para o qual Charles Sangnoir promete invocações incomuns de maneira a despertar mortos e vivos.
O concerto é antecedido e completado com uma visita noctura ao cemitério, com início marcado para as 20H00. Amantes do insólito e tafófilos, este evento é para vocês: be there or be dead.



sábado, 10 de agosto de 2013

Recordações para este fim de semana


Ontem, após obras de restauro, o Arco do Triunfo da Rua Augusta abriu, definitivamente, ao público, apelidado de novo miradouro de Lisboa. Equipado com um elevador, para auxiliar a ascenção de quem não quiser subir (ou não for capaz de subir) a estreita escadaria em caracol que dá acesso à câmara do relógio que está voltado para Norte, para a Rua Augusta, o arco promete apaixonar tanto os turistas como os lisboetas. Aliás, é certo que raríssimos lisboetas tiveram oportunidade de subir ao terraço do Arco do Triunfo da Rua Augusta, logo esta iniciativa é mais do que louvável, porque devolve aos cidadãos o usufruto de um dos seus mais emblemáticos monumentos: espero, com toda a sinceridade, que seja acarinhado e compreendido.

Num passeio por Lisboa que organizei, há uns tempos, mostrei a um pequeno grupo de amigos o terraço do Arco do Triunfo da Rua Augusta, ainda este restrito equipamento cultural não sonhava sequer em abrir as portas ao grande público. Posteriormente, escrevi um artigo sobre o arco, que vos convido a reler ou, no caso de serem novos leitores, a descobrir.

E, finalmente, porque se relaciona com o local, em principal com a Praça do Comércio, para a qual o Arco do Triunfo da Rua Augusta se volta, recordo a minha participação na música «Fado Mau» que integra o disco Macumba Stereo de La Chanson Noire (Necrosymphonic Entertainment, 2013): no segmento de spoken word que gravei para esse tema, é lembrado o episódio em que os conjurados defenestraram Miguel de Vasconcelos para o Terreiro do Paço.



segunda-feira, 8 de abril de 2013

«Macumba Stereo»: novo disco de La Chanson Noire


Macumba Stereo, o novo disco de La Chanson Noire, já está disponível. Para vossa comodidade, nesta ligação poderão escutá-lo e adquiri-lo sem saírem de casa.
A música que se apresenta na ligação anterior, intitulada Fado Mau, conta com a minha participação especial, na qual leio um texto que, infelizmente, tem tudo a ver com a Idade das Trevas que atravessamos.


Macumba Stereo é um disco negro, cativante, eloquente, truculento, vanguardista e interventivo. Ouvir Macumba Stereo, pela mão de Charles Sangnoir, que aqui regrava os seus melhores clássicos e nos apresenta belos inéditos, é como ir ao balcão do bar e segredar a senha ao empregado para pedir-lhe um copo da bebida proibida que só os verdadeiros libertinos conhecem e sabem apreciar: ou seja, é, em simultâneo, um prazer sensualista e quasi-ilícito. De inegável bom-gosto, com um requintado sentido do espectáculo, Macumba Stereo é, provavelmente, o disco mais depurado e frontal de La Chanson Noire, mas nessa honestidade desarmante cristaliza tudo aquilo que faz desta banda (de um homem só) o nome mais inteligente e imprescindível da "cena gótica" portuguesa. Caros, aqui há verdadeira emoção, verdadeiro sentimento. Em suma, aqui há verdadeira magia!