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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

David Soares e Charles Sangnoir celebram os 500 anos do Bairro Alto


Para os fãs de epitrópicas emoções clinofóbicas, informo que eu e Charles Sangnoir iremos, novamente, unir em palco os nossos talentos para ofertar ao público insuspeito mais uma hemicubação sonora - desta feita, no âmbito das comemorações dos quinhentos anos do Bairro Alto, em Lisboa, que, para enriquecer o conhecimento dos culturalmente carentes que por aí andem, faz este ano a bonita idade de meio milénio.
A data - apropriadíssima - do nosso castigo será a sexta-feira 13 de Dezembro (em breve darei notícia do local e hora). Até lá, ponham a jeito o Fenergan - no dia do azar, virá tudo abaixo no Bairro Alto.

Agradecimentos especiais a Manuel J. Gandra pelo seu gentil convite.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

«Macumba Stereo»: novo disco de La Chanson Noire


Macumba Stereo, o novo disco de La Chanson Noire, já está disponível. Para vossa comodidade, nesta ligação poderão escutá-lo e adquiri-lo sem saírem de casa.
A música que se apresenta na ligação anterior, intitulada Fado Mau, conta com a minha participação especial, na qual leio um texto que, infelizmente, tem tudo a ver com a Idade das Trevas que atravessamos.


Macumba Stereo é um disco negro, cativante, eloquente, truculento, vanguardista e interventivo. Ouvir Macumba Stereo, pela mão de Charles Sangnoir, que aqui regrava os seus melhores clássicos e nos apresenta belos inéditos, é como ir ao balcão do bar e segredar a senha ao empregado para pedir-lhe um copo da bebida proibida que só os verdadeiros libertinos conhecem e sabem apreciar: ou seja, é, em simultâneo, um prazer sensualista e quasi-ilícito. De inegável bom-gosto, com um requintado sentido do espectáculo, Macumba Stereo é, provavelmente, o disco mais depurado e frontal de La Chanson Noire, mas nessa honestidade desarmante cristaliza tudo aquilo que faz desta banda (de um homem só) o nome mais inteligente e imprescindível da "cena gótica" portuguesa. Caros, aqui há verdadeira emoção, verdadeiro sentimento. Em suma, aqui há verdadeira magia!


sábado, 19 de janeiro de 2013

«The Living End» revisitado



Hoje tive a agradável surpresa de ser convidado para participar na filmagem de um vídeo musical (novidades sobre ele, em breve). Ora, isso deu-me vontade de partilhar novamente o vídeo «The Living End», de Ava Inferi (do álbum «Onyx», de 2011, editado pela Season of Mist), com o qual me estreei nestas lides, graças a um gentil convite da banda (obrigado, Joana Messias). Realizado por Costin Chioreanu e filmado em Sintra, é uma verdadeira curta-metragem fantasmagórica.

sábado, 26 de maio de 2012

Acrotomofilia Zoófila (Requintada) em "Gorefilia" de Holocausto Canibal



Gorefilia, o novo álbum da banda portuguesa de death metal/grindcore Holocausto Canibal, já se encontra disponível: consiste num disco conceptual sobre a temática das chamadas parafilias, designação generalista para todos os comportamentos sexuais desviantes da norma, desde as práticas mais inócuas às mais extremas. Considerando que este é um disco de Holocausto Canibal, as parafilias exploradas no universo lírico das canções são as mais extremas possível, apresentando visões violentas de horror sexual e visceral que não são, de maneira nenhuma, indicadas para quem tem corações e estômagos frágeis. Musicalmente, Gorefilia é muito sólido, fazendo lembrar, e bem, os Carcass de Reek of Putrefaction, por exemplo.

Por gentil convite da banda, uma das músicas tem letra de minha autoria: intitula-se Acrotomofilia Zoófila (Requintada) e, como o nome indica, consiste numa observação (com muito humor negro, claro), sobre a prática da acrotomofilia; ou seja, atracção sexual por indivíduos amputados. Neste caso, por animais amputados, mas o «requintada» do título denuncia que algo mais complexo se passa.

Amantes de sonoridades pesadas, Gorefilia é para vocês: atrevam-se a ouvir um disco (verdadeiramente) extremo. Pela parte que me toca, estou muito contente com a música composta para a letra que escrevi: agradeço, pois, à banda pelo convite e faço votos para que Acrotomofilia Zoófila (Requintada) seja um dos pontos altos nos próximos concertos.


ACROTOMOFILIA ZOÓFILA (REQUINTADA)
 
Desmoralização sexual ritualizada –
sofrimento que rima com regozijo.
Acrotomofilia zoófila (requintada)
é que é o meu estilo de bestialismo.

Capturo pequenas criaturas
e delas faço abreviaturas
(para sevícias sexuais).

Apaixonada penetração venereal.
(Em busca de prazeres sofisticados…)
Irrigando o meu líquido seminal.
(Em corpos mortos desconjuntados…)

Desbarates das torturas
que articulo por suturas
(grotescos bonecos animais).

Operação sensualista organizada –
flebotomia que leva à consumpção.
Acrotomofilia zoófila (requintada):
orgasmos com animais de estimação.

Capturo pequenas criaturas
e delas faço abreviaturas
(para sevícias sexuais).

Extirpação de membros desproporcionados.
(A procura pela forma irrepreensível…)
Pernas e braços e caudas são desarreigados.
(Com imaginação nada é impossível…)
Velhacaria sexual e truculência.
(Não há mascote que eu não apanhe…)
Anestesio-as, mas sem violência.
(Aplicando clisteres de champanhe…)

Vidas por um fio – cerimonial doentio.

Desbarates das torturas
que articulo por suturas
(grotescos bonecos animais).
    

sexta-feira, 30 de março de 2012

Lançamento de "Cabaret Portugal" de La Chanson Noire


No próximo Domingo, às 17H00, La Chanson Noire apresentará no Museu da Música o seu novo álbum, intitulado Cabaret Portugal, numa grande festa de lançamento, com música ao vivo e participações especiais.

Este álbum, composto e interpretado por Charles Sangnoir, é o sucessor do álbum de estreia Música Para os Mortos e consiste em mais um fabuloso trabalho, executado com bom-gosto e com uma força e lirismo infelizmente cada vez mais incomuns no panorama descaracterizado que atravessamos. Este álbum é, em simultâneo, um disco e um livro, recheado de participações especiais de diversos artistas, como músicos, escritores e fotógrafos (entre os quais Adolfo Luxúria Canibal, Gilberto de Lascariz, Fernando Ribeiro e Pedro Laginha), que, a partir do universo temático das canções de Cabaret Portugal, ergueram uma cosmogonia estética muito particular.

Alguns dos artistas estarão presentes na apresentação para lerem os seus trabalhos. Eu irei ler a peça com a qual participo, intitulada Ensaio aos Peixes.

Fiquem com o vídeo do single titular do álbum.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Gorefilia

Gorefilia, o novo álbum de Holocausto Canibal, tem saída agendada para Abril.

Um disco brutal, cujo conteúdo lírico, no qual participo com algumas letras, orbita a temática das parafilias. Para ouvidos e estômagos fortes: será o equivalente sonoro a uma garrafa de absinto.