Finalmente, no meu canal de YouTube, a versão integral do meu disco de spoken word Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense (Necrosymphonic Entertainment/Raging Planet, 2012). Escrito e interpretado por mim e musicado e produzido por Charles Sangnoir, é um dos meus trabalhos favoritos. Uma negra e erudita viagem psicogeográfica a vários tempos e realidades, sobre os indivíduos deformados e marginais que viveram em Lisboa, em diversos períodos. A (re)descdobrir.
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segunda-feira, 8 de maio de 2017
segunda-feira, 16 de maio de 2016
A sentir-me anormal.
Há um mês assinalou-se o Dia Mundial da Voz. Com demora, lhe faço menção, recordando um dos meus trabalhos preferidos, com textos e voz meus e música de Charles Sangnoir.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
«Macumba Stereo»: novo disco de La Chanson Noire
Macumba Stereo, o novo disco de La Chanson Noire,
já está disponível. Para vossa comodidade, nesta ligação poderão escutá-lo e adquiri-lo sem saírem de casa.
A música que se apresenta na ligação anterior, intitulada Fado Mau, conta com a minha participação especial, na qual leio um texto que, infelizmente, tem tudo a ver com a Idade das Trevas que atravessamos.
Macumba Stereo é um disco negro, cativante, eloquente, truculento, vanguardista e interventivo. Ouvir Macumba Stereo, pela mão de Charles Sangnoir, que aqui regrava os seus melhores clássicos e nos apresenta belos inéditos, é como ir ao balcão do bar e segredar a senha ao empregado para pedir-lhe um copo da bebida proibida que só os verdadeiros libertinos conhecem e sabem apreciar: ou seja, é, em simultâneo, um prazer sensualista e quasi-ilícito. De inegável bom-gosto, com um requintado sentido do espectáculo, Macumba Stereo é, provavelmente, o disco mais depurado e frontal de La Chanson Noire, mas nessa honestidade desarmante cristaliza tudo aquilo que faz desta banda (de um homem só) o nome mais inteligente e imprescindível da "cena gótica" portuguesa. Caros, aqui há verdadeira emoção, verdadeiro sentimento. Em suma, aqui há verdadeira magia!
A música que se apresenta na ligação anterior, intitulada Fado Mau, conta com a minha participação especial, na qual leio um texto que, infelizmente, tem tudo a ver com a Idade das Trevas que atravessamos.
Macumba Stereo é um disco negro, cativante, eloquente, truculento, vanguardista e interventivo. Ouvir Macumba Stereo, pela mão de Charles Sangnoir, que aqui regrava os seus melhores clássicos e nos apresenta belos inéditos, é como ir ao balcão do bar e segredar a senha ao empregado para pedir-lhe um copo da bebida proibida que só os verdadeiros libertinos conhecem e sabem apreciar: ou seja, é, em simultâneo, um prazer sensualista e quasi-ilícito. De inegável bom-gosto, com um requintado sentido do espectáculo, Macumba Stereo é, provavelmente, o disco mais depurado e frontal de La Chanson Noire, mas nessa honestidade desarmante cristaliza tudo aquilo que faz desta banda (de um homem só) o nome mais inteligente e imprescindível da "cena gótica" portuguesa. Caros, aqui há verdadeira emoção, verdadeiro sentimento. Em suma, aqui há verdadeira magia!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Opinião sobre o espectáculo «A Lua do Loreto» na FNAC Chiado
(Foto: Júlia Pinheiro.)
domingo, 13 de janeiro de 2013
«Os Anormais» na FNAC Chiado a 17 de Janeiro
No próximo dia 17 (quinta-feira), às 18H30, no fórum da loja FNAC do Chiado, haverá um espectáculo de apresentação do disco de spoken word «Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense» (Necrosymphonic Entertainment/Raging Planet, 2012). Uma performance invocativa da história secreta de Lisboa, com texto e voz meus e música de Charles Sangnoir. Marquem nas vossas agendas, apareçam e partilhem: obrigado pela colaboração.
Lembro que o álbum encontra-se disponível para audição nesta ligação: http://necrosymphonic. bandcamp.com/album/os-anormais
Recordo, também, uma entrevista recente sobre este disco dada à Infektion Magazine de Dezembro de 2012 (págs. 44-46): http://issuu.com/infektionmag/ docs/infektion19
Lembro que o álbum encontra-se disponível para audição nesta ligação: http://necrosymphonic.
Recordo, também, uma entrevista recente sobre este disco dada à Infektion Magazine de Dezembro de 2012 (págs. 44-46): http://issuu.com/infektionmag/
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Nova entrevista sobre «Os Anormais»
No novo número da Infektion Magazine,
já disponível para download, poderão ler uma entrevista comigo sobre
«Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense», spoken word
escrito e interpretado por mim e musicado e produzido por Charles Sangnoir. Sinto-me privilegiado por ter tido oportunidade de responder a perguntas muitíssimo interessantes (feitas por Ruben Infante),
o que, infelizmente, vai sendo raro hoje em dia: http://issuu.com/infektionmag/docs/infektion19
Na secção de críticas
poderão ler uma excelente resenha do disco - que, lembro, está disponível
para compra nesta ligação: http://necrosymphonic.bandcamp.com/album/os-anormais
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Essa voz fala connosco
«A jarreta e repugnante Estanqueira do Loreto, calhandro com voz de sirena das excreções mais abomináveis, é Helena, a belíssima esposa de Menelau, rei de Esparta, prometida por Afrodite ao tíbio Páris e efectiva semeadora do pomo erístico da discórdia que despertou o derribamento da cidade de Tróia. É Helena, a luminosa mãe do imperador romano Constantino, salvadora dos destroços do Santo Lenho que, no século IV, em peregrinação à cidade galileia de Nazaré, encontrou intacto o humilde casebre em que Maria nasceu e mandou edificar uma basílica que o albergasse. Esta barraca inteira dentro do invólucro que é o novo templo, qual pérola dentro de uma ostra, é que é a Santa Casa do Loreto: aquela que, carregada por anjos através do Céu nos desenhos mais delirantes dos dominicanos, se alicerça sempre nos locais mais lastimosos. O estanco de Helena é esta casa de cura: úvula valiosa, envolvida pelo vil véu palatino que são os destroços mariálvicos, assolados pelo sismo e pelo abrasamento – e tal como na lenda da Santa Casa do Loreto a representação de Maria resiste imaculada a abalos e a incêndios, que nem uma gota de espermacete cingida pela corrupção, a estanqueira olisiponense persiste incólume numa imaginal tabacaria: um rosto beatífico, de tão monstruoso que é – carantonha que faz gargalhar os poetas, mas cuja riqueza de voz torna paupérrimos os versos deles.
Essa voz fala connosco.
Diz-nos que há pureza entre a escória e a escumalha; diz-nos que há definição entre a desordem e o desespero – diz-nos que se procurarmos atentamente, se olharmos sem receio à nossa volta, veremos que na mesma valeta onde se abatem os cães também desabrocha aquilo que os homens encerram de mais cintilante, porque no meio do breu refulge a crosta estéril da Lua – e, afinal, o nome da Estanqueira do Loreto, gema soterrada na turfa delinquente, é Helena: palavra que significa Lua. A Lua tripartida em Crescente, Plenilúnio e Minguante nos avatares de Virgem, Mãe e Velha – pintadas com supranaturalismo pelo artista alemão Hans Baldung Grien, em 1510: vaidosas e alheias à proximidade da Morte. Mas será a Lua um astro tão supérfluo quanto a vaidade? Uma moeda falsa com a qual somente se compra a loucura e a licantropia?
Sem a ascendência gravítica da Lua, torpe satélite que se apresenta eczemático no velo nocturno, nunca se teria agitado as águas primordiais: foi ela o pilão babayaguiano que revolveu a matéria no almofariz que é o globo e que impediu que os ingredientes da vida sedimentassem infecundos no fundo dos oceanos. Sem a Lua, arrancada da própria Terra, há cerca de cinco mil milhões de anos por uma bestial colisão com um corpo astral do tamanho de Marte, nenhum de nós existiria e o mundo seria como a Lua: um infrutífero planeta, magoado por máculas magmáticas. Sem ela, o orbe seria uma árida Aceldama: espaço horripilante de ausência e desolação, eternamente sôfrego por intestinos e cinzas. Mas foi Helena, criadora da Santa Casa do Loreto, quem se lembrou de usar a terra hostil de Aceldama para construir, para dar moradas pacíficas aos mortos… Ela é Helena, claro, como já vimos, mas também Selena, irmã do Sol: amante de pastores como Endímio e Elmano, musa de poetas como Bocage e Camões, e cujo nome significa…
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Eles trazem ouro. Trazem ouro nas almas.
«Aqui, a realidade não é a dominada pelos reis, nem a demarcada por racimosos reinos a eles consagrados pelos navegadores pós-medievais, mas a de um vastíssimo continente impossível de cartografar e onde convergem desiguais grandezas de lengalenga e fantasmagoria. Há música aqui, arreigada às vozes destes mortos simultâneos que parecem falar num prolépsico dialecto que soa a preguear de penas e brindes em copos de cristal. E, sobre todos, sobre a estupefacção esperançosa que os anima, está o Sol só deles.
O Sol invicto.Invicto pelo sarcasmo e pela sordidez, mas também invicto pela violência e pela injustiça. Um Sol perfeito para uma insólita e rutilante ocasião; comburente e, por isso, inapreciável. Olhando para além das mulheres, dos homens e do asno, é possível ver que, como fósseis outrora cativos por grades estratigráficas ainda mais fundas, muitos outros anormais de Lisboa se aliaram à invencível convocação.Antes dos anormais entrarem novamente em Lisboa, sem terem a certeza de que voltam para ficar, o trofoneurótico Mano das Manas aproxima-se de nós e oferece-nos com amabilidade uma caixinha de papelão pintado: as suas mãos aleijadas são pútridas, consumidas pelos sarcofamintos, mas a caixa resplandece com a luz imensa do Sol Invicto em escalas mais excelsas que as das jóias da Jerusalém Celeste. A pulcritude desse presente é tremenda – chamejante – e espiritualiza-nos os corações.Eles trazem ouro. Trazem ouro nas almas.»
(De «Sol Invicto» em «Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense», spoken word escrito e interpretado por David Soares e musicado por Charles Sangnoir.)
sábado, 22 de setembro de 2012
«Os Anormais»: O Plutão da Pena
A apresentação do meu novo disco de spoken word, Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense (texto e voz meus e música de Charles Sangnoir, de La Chanson Noire), observação erudita, simultaneamente tenebrosa e luminosa, sobre os volutabros imaginais de Lisboa, nos quais habitaram os indivíduos excêntricos e deformados que, neste trabalho, são reunidos sob a designação colectiva de "os anormais", será no próximo dia 28 (sexta-feira), às 19H30, na Biblioteca Municipal Camões. Este equipamento cultural emerge com uma significante importância simbólica, posto que se situa no Largo do Calhariz: nódoa psicogeográfica em que uma das personagens principais do disco, a horrenda Estanqueira do Loreto, acabou, miseravelmente, os seus dias.
Mas outra personagem importantíssima para este título é o Anão dos Assobios: indivíduo singular que, passeando pela zona mais movimentada da cidade, assustava os distraídos com assobios estridentes que produzia com dois dedos enfiados na boca. Os esqueletos do Anão dos Assobios e da Estanqueira do Loreto foram exibidos ao público no Museu de Patologia do Hospital de São José, na freguesia da Pena, e, hoje, os seus paradeiros permancem envoltos em mistério.
Mas outra personagem importantíssima para este título é o Anão dos Assobios: indivíduo singular que, passeando pela zona mais movimentada da cidade, assustava os distraídos com assobios estridentes que produzia com dois dedos enfiados na boca. Os esqueletos do Anão dos Assobios e da Estanqueira do Loreto foram exibidos ao público no Museu de Patologia do Hospital de São José, na freguesia da Pena, e, hoje, os seus paradeiros permancem envoltos em mistério.
Em Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense, o rigor histórico entretece-se com o hermetismo e o meu universo autoral para, a partir destas e outras personagens, interrogar temas como a marginalidade e a nossa necessidade de transcendência.
Nesta ligação, na qual o disco se encontra disponível para venda, poderão ouvir o capítulo O Plutão da Pena, alusivo ao Anão dos Assobios: http://necrosymphonic.bandcamp.com/track/o-plut-o-da-pena
sábado, 1 de setembro de 2012
«Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense» à venda a partir de hoje
Já é dia 1 de Setembro, a data oficial de
edição de Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense (spoken word erudito com texto e voz meus e música de Charles Sangnoir) e este
disco está, a partir de hoje, à venda. Em breve, poderão encontrá-lo nas
lojas, mas o site da editora já o disponibiliza: http://necrosymphonic.bandcamp.com/album/os-anormais
terça-feira, 28 de agosto de 2012
«Terra Incógnita», o primeiro capítulo de «Os Anormais» + Pré-venda
Terra Incógnita, o primeiro capítulo de Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense, já está disponível integralmente para audição no site da editora Necrosymphonic Entertainment: http://necrosymphonic.bandcamp.com/track/terra-inc-gnita
Na mesma página, também se encontra disponível a ligação para pré-encomendas do disco. Spoken word erudito com textos e voz meus e música de Charles Sangnoir (de La Chanson Noire), este título é uma viagem mágica que vai transformar as vossas almas. Atrevam-se, pois, a convidar «Os Anormais».
Uma edição conjunta Necrosymphonic Entertainment/Raging Planet.
sábado, 25 de agosto de 2012
Trailer de «Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense»
Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense, spoken word com
textos e voz meus e música de Charles Sangnoir (Necrosymphonic
Entertainment/Raging Planet) chegará às lojas a partir de dia 1 de
Setembro, mas, até lá, podem ver o trailer: atrevam-se a visitar os
volutabros imaginais de Lisboa. Nunca mais os esquecerão. Uma
viagem erudita, simultaneamente tenebrosa e luminosa, cheia de personagens reais e fascinantes, como o Anão
dos Assobios e a Estanqueira do Loreto.
Já disponível para pré-venda: http://www.saidadeemergencia.com/produto/-o-202434/os-anormais-necropsia-de-um-cosmos-olisiponense/
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Pré-venda de "Os Anormais" + vencedor do passatempo
Obrigado a todos os participantes no passatempo que promovi, aqui nos Cadernos de Daath, no qual podiam ganhar um exemplar de Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense: spoken word com textos e voz meus e música de Charles Sangnoir, de La Chanson Noire (uma edição conjunta da Necrosymphonic Entertainment e da Raging Planet).
As respostas certas às perguntas são, respectivamente, 1) Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes e 2) Cabaret Portugal. A vencedora do passatempo foi a leitora Susana Borges: parabéns!
As respostas certas às perguntas são, respectivamente, 1) Compêndio de Segredos Sombrios e Factos Arrepiantes e 2) Cabaret Portugal. A vencedora do passatempo foi a leitora Susana Borges: parabéns!
Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense chegará às lojas a partir do dia 1 de Setembro, mas encontra-se, a partir de hoje, disponível para pré-venda. Quem desejar pré-encomendar um exemplar pode fazê-lo, por exemplo, a partir desta página das edições Saída de Emergência: http://www.saidadeemergencia.com/produto/-o-202434/os-anormais-necropsia-de-um-cosmos-olisiponense/
sábado, 18 de agosto de 2012
Passatempo "Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense"
Tenho para oferta um exemplar do disco Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense (Necrosymphonic Entertainment/Raging Planet, 2012), spoken word erudito, com textos e voz meus e música de Charles Sangnoir de La Chanson Noire, sobre os indivíduos excêntricos e deformados que viveram em Lisboa através dos séculos.
Para se habilitarem a ganhar este exemplar só têm de responder correctamente a estas duas perguntas:
1 - Qual o título do meu livro mais recente?
2 - Qual o título do disco mais recente de La Chanson Noire?
Enviem as vossas respostas até ao final da próxima quarta-feira, dia 22, para o seguinte endereço de email: cadernosdedaath [at] gmail.com
As respostas certas serão sorteadas e o vencedor será anunciado no final dessa semana, aqui nos Cadernos de Daath. Boa sorte!
terça-feira, 31 de julho de 2012
"Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense" editado a 1 de Setembro
Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense sai a 1 de Setembro: spoken word com textos e voz de David Soares e música de Charles Sangnoir.
Uma obra erudita e negra, sobre os indivíduos deformados e excêntricos
que viveram em Lisboa, que une o rigor da história à poesia do mito.
Os Anormais vão transformar as vossas almas: «vamos visitar os volutabros imaginais de Lisboa» em Setembro.
Uma edição conjunta da Necrosymphonic Entertainment e da Raqing Planet.
Os Anormais vão transformar as vossas almas: «vamos visitar os volutabros imaginais de Lisboa» em Setembro.
Uma edição conjunta da Necrosymphonic Entertainment e da Raqing Planet.
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