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sexta-feira, 20 de março de 2015

LÂMINA


Conheçam os LÂMINA, banda portuguesa de 'stoner doom rock', na qual o meu caro Filipe Homem Fonseca é o baixista. Um som endemoninhado que fere, exactamente, como uma lâmina bem afiada: quando se dá por isso, a ferida já é impossível de estancar. Excelente! Recomendo com entusiasmo negro.
Fiquem com a música Cold Blood. Deixem-se golpear e divulguem.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sugestões musicais

Duas sugestões musicais, em que se destacam colaborações de amigos.

O ilustrador André Coelho, que trabalhou comigo no livro É de Noite Que Faço as Perguntas (Saída de Emergência, 2011) e que está, neste momento, a desenhar Sepulturas dos Pais, uma nova banda desenhada escrita por mim que irá ser editada em 2014 pela Kingpin Books, foi o criativo responsável pelo grafismo do vídeo musical da banda portuense de rock Ghosts of Port Royal: a música intitula-se 50.000 Dead Starfish e abre o apetite para o próximo disco da banda (a anunciar). A animação da arte de Coelho foi feita por Augusto Lado, vocalista do grupo.



De um registo também endiabrado é feita a nova proposta de Karuniiru, banda liderada por Domino Pawo e que conta com Charles Sangoir, de La Chanson Noire (com quem trabalhei em Os Anormais: Necropsia De Um Cosmos Olisiponense), como um dos guitarristas. É Sangnoir que produz Cyberpunk, novo disco do grupo, que será editado em Setembro. Jorra é o título do primeiro single, cujo vídeo é realizado por Charles Sangnoir.



sexta-feira, 12 de julho de 2013

Novo disco de Alice in Chains


The Devil Put Dinosaurs Here é o novo disco de Alice in Chains, o segundo com o novo vocalista William DuVall. É, em certa medida, o disco mais pesado que já fizeram, muito no espírito das músicas mais viscerais de Dirt, embora seja atravessado por uma espécie de dura melancolia, nem triste, nem raivosa, que incomoda que nem um vento quente a enrolar-se no pescoço, mas que também tem o condão de manter o ritmo geral em meia-velocidade: aqui não existem aceleramentos, nem abrandamentos, o que é uma pena, porque empresta uma falsa ideia de homogeneidade. Em suma: é bastante bom, certinho, bem produzido e com uma capa que tem truque (quem tiver comprado o disco é capaz de já ter percebido) - e bem catita, por sinal. Talvez seja difícil para um disco como The Devil Put Dinosaurs Here competir, digamos assim, com o melhor material da banda, quando este se encontra, em grosso modo, nas canções acústicas, mas é um disco muito sólido, muito coeso. Assinale-se o facto de que é o segundo disco da nova fase de uma banda que perdeu um dos vocalistas de Rock mais versáteis e carismáticos de sempre e, mais uma vez, não só é um trabalho que não envergonha e que não soa a tributo, como evidencia de modo cristalino a relevância dos Alice in Chains, hoje. Ainda bem que os temos: que demorem a extinguir-se.