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terça-feira, 29 de março de 2016

Triple review treat


Duas excelentes críticas a O Poema Morre (2015) e uma excelente crítica a Sepulturas dos Pais (2014), escritos por mim e desenhados por Sónia Oliveira e André Coelho, respectivamente (ambas edições da Kingpin Books). Podem lê-las nas seguintes ligações:
2) O Poema Morre (crítica de Artur Coelho): http://www.acalopsia.com/poema-morre-david-soares-sonia-oliveira/
3) Sepulturas dos Pais (crítica de Bruno Campos): http://www.acalopsia.com/sepulturas-dos-pais-david-soares-e-andre-coelho/


domingo, 6 de dezembro de 2015

«Sepulturas dos Pais» premiado na Comic Con Portugal 2015



Para os fãs e amigos que não puderam comparecer ontem na segunda edição da Comic Con Portugal, fica a ligação para o vídeo da cerimónia de entrega do prémio de "Excelência na Escrita de BD" pelo livro Sepulturas dos Pais (Kingpin Books, 2014), escrito por mim e desenhado por André Coelho.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

«Sepulturas dos Pais» premiado com Galardão BD Comic Con 2015


Informo os meus fãs e amigos que ganhei o Galardão Comic Con 2015 na categoria de Excelência na Escrita de BD, com o livro «Sepulturas dos Pais (Kingpin Books 2014), escrito por mim e desenhado por André Coelho.
A cerimónia de entrega de prémios terá lugar durante a Comic Con Portugal 2015, no próximo sábado, dia 5, às 16H00. Parabéns aos vencedores das outras categorias (podem consultar a lista nesta ligação: http://www.comic-con-portugal.com/…/conhecidos-os-vencedore…).



quinta-feira, 4 de junho de 2015

Nomeações para Troféus Central Comics 2015


O meu livro de BD Sepulturas dos Pais, escrito por mim e desenhado por André Coelho, e a minha BD curta O Homem-Javali Vai Casar; ou Leng Tch'e, escrita por mim e desenhada por Pedro Serpa (publicada na antologia Crumbs) estão nomeados para três troféus de BD Central Comics: respectivamente, Melhor Argumento e Melhor Desenho ("Sepulturas dos Pais") e Melhor História Curta (O Homem-Javali Vai Casar; ou Leng Tch'e). Os Troféus Central Comics são prémios votados pelos leitores. Sepulturas dos Pais e Crumbs, ambas de 2014, são edições Kingpin Books.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

«Sepulturas dos Pais» em lista internacional de melhores livros de BD de 2014

 
Sepulturas dos Pais (Kingpin Books, 2014) escrito por mim e desenhado por André Coelho, está na lista internacional dos melhores livros de banda desenhada, publicados em 2014, no site de Paul Gravett, crítico e historiador inglês de BD.

E a antologia Crumbs (Kingpin Books, 2014), na qual participo com a história O Homem-Javali Vai Casar: ou, Leng Tch'e, escrita por mim e desenhada por Pedro Serpa, também lá se encontra.

Obrigado a Pedro Moura, crítico português de banda desenhada, pelas escolhas. A ler, aqui: http://www.paulgravett.com/articles/article/books_to_read_best_graphic_novels_of_2014#portugal


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

«Sepulturas dos Pais» é Melhor Álbum de BD de 2014


O site ACalopsia compilou uma lista das vinte bandas desenhadas essenciais de 2014 e o primeiro lugar na categoria de Melhor Álbum Nacional é Sepulturas dos Pais (Kingpin Books), escrito por mim e desenhado por André Coelho. Segundo o texto, foi o único livro que, por unanimidade, figurou em todas as listas de todos os colaboradores votantes: http://www.acalopsia.com/20-melhores-bd-2014/5/




sábado, 6 de dezembro de 2014

Excelente crítica a «Sepulturas dos Pais» no blogue Ler BD


«Há algo clínico no comportamento das suas personagens, que torna mais gélido o choque com a dimensão de horror que elas comportam em si. Como se lhes fosse impossível não caírem em gestos duros e de consequências dolorosas. Essa espécie de frieza está assente numa materialização das próprias emoções, e no afastamento de uma redenção por uma qualquer hipotética transcendência. (…) Outros críticos (como Sara Figueiredo Costa) apontam o carácter bruto e mesmo misógino de algumas das personagens, ou a bruteza quase insuportável de algumas cenas. Isso é patente. Todavia, o sexo nos escritos de Soares nunca estiveram presentes com o intuito de titilar os seus leitores, e surge na sua dimensão mais carnal e despojada possível. Não se trata de pornografia, nem de sadismo (num seu sentido mais popular, já que se abusa desta palavra no seu sentido mais preciso, quer psicológico quer cultural), mas de uma exploração quase de materialismo da carne e do sexo, à la Bataille.»
Sepulturas dos Pais é escrito por mim e desenhado por André Coelho.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Excelente crítica a «Sepulturas dos Pais» em The OF Blog


«By the time I read the final panel, I felt a brief sort of aching commiseration, as the things lost served to remind me of the things gained over the course of this beautifully tragic story. "Sepulturas dos Pais" is another strong tale by a very talented writer.»


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Excelente crítica a «Sepulturas dos Pais» na revista Blimunda

 

«(…) Sepulturas dos Pais é um livro que merece o epíteto de cruel, não porque a violência surja em várias vinhetas (e surge), mas sobretudo porque o que fica da sua leitura é o reverso das boas intenções sobre histórias bonitas ou finais felizes: chegado o futuro, não há esperança que sobreviva. Possa a memória servir para manter alguma luz por entre as trevas e já teremos alcançado toda a quota de esperança contida nestas Sepulturas dos Pais.»


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

«Sepulturas dos Pais» no Fórum Fantástico 2014



Ontem, no Fórum Fantástico 2014: Sepulturas dos Pais (Kingpin Books), comigo e André Coelho. Apontamento de uma mesa-redonda sobre banda desenhada, com moderação do crítico João Miguel Lameiras. Entre outros assuntos, falo sobre o meu método de escrita para banda desenhada e a razão pela qual a magia não está, de forma alguma, interessada em nós.
Sepulturas dos Pais é escrito por mim e desenhado por André Coelho.


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Participação no Fórum Fantástico deste ano (domingo, dia 16)


Uma nota rápida para informar que no próximo domingo, dia 16, às 17H45, estarei na edição deste ano do Fórum Fantástico (Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras, Lisboa) para participar na mesa-redonda sobre banda desenhada, moderada pelo crítico João Miguel Lameiras. Comigo estarão André Coelho, desenhador de Sepulturas dos Pais (Kingpin Books), o meu novo livro de banda desenhada, assim como outros artistas convidados.

Este ano, o grande convidado estrangeiro do Fórum Fantástico é o escritor galês Rhys Hughes, autor cujos trabalhos recomendo com entusiasmo: descubram-no este ano e apareçam para a mesa-redonda sobre bd, porque será, provavelmente, a última aparição pública que farei este ano -- quem quiser autógrafos ou, simplesmente, conversar, terá aqui a sua oportunidade.


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Crítica a «Sepulturas dos Pais»...



Sepulturas dos Pais (Kingpin Books, 2014) foi lançado no passado dia 25 (sábado) no festival internacional de banda desenhada Amadora BD e é escrito por mim e desenhado por André Coelho.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Fotos de lançamento e autógrafos de «Sepulturas dos Pais»


Algumas fotos tiradas no AMADORA BD, no lançamento e sessão de autógrafos de Sepulturas dos Pais, livro de banda desenhada escrito por mim e desenhado por André Coelho (Kingpin Books, 2014). Obrigado a todos os leitores e amigos que apareceram: areia nas vossas almas!

André Coelho, David Soares e Mário Freitas (editor).









sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Lançamento de «Sepulturas dos Pais» + Sessões de autógrafos


O lançamento de Sepulturas dos Pais (Kingpin Books), o meu novo livro de banda desenhada, escrito por mim e desenhado por André Coelho, com legendagem de Mário Freitas, ocorrerá no auditório do 25º Amadora BD (Fórum Luís de Camões, Brandoa) no próximo dia 25 (sábado), às 16H30.
Nesse dia, das 17H00 às 19H00, eu e André Coelho estaremos na zona de autógrafos para assinar livros aos leitores.
Também estarei disponível para autógrafos no dia 8 de Novembro (sábado), das 16H00 às 18H00.

Estas duas datas e horários serão os únicos em que irei estar no 25º Amadora BD.
Informo, porque esta questão tem-me sido perguntada muitas vezes, por email e pessoalmente, que, pese o facto deste ser um evento ligado à banda desenhada, assinarei todos os meus livros, tanto os de prosa como os de BD.

Reitero que não estarei no 25º Amadora BD em nenhuma outra altura ou hora, por isso marquem nas vossas agendas e apareçam. Será um prazer estar convosco. Até lá, poderão ler as primeiras onze pranchas de Sepulturas dos Pais nesta ligação.


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Um impiedoso ataque ao cliché


Estive a reler Sepulturas dos Pais de fresco: fico feliz por dizer que consiste num impiedoso ataque ao cliché. Escrito por mim, desenhado por André Coelho e legendado por Mário Freitas, será editado no próximo mês pela Kingpin Books. É um livro duríssimo: um uivo alto que nunca tranquiliza. Vocês não fazem ideia do que aí vem.


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

«Sepulturas dos Pais»: capa e data de lançamento

Capa de Sepulturas dos Pais, escrito por mim e desenhado por André Coelho. Uma edição da Kingpin Books, com lançamento previsto para 25 de Outubro, no Amadora BD.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

«Sepulturas dos Pais» em Outubro

Sepulturas dos Pais, livro escrito por mim e desenhado por André Coelho, está quase a ser editado: mar e magia numa história que é, acima de tudo, um mapa do fracasso. O soco no estômago (e no cérebro) será dado em Outubro, cortesia da Kingpin Books.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

«Apocalipse em Azul»


Uma pequena banda desenhada escrita por mim e desenhada por André Coelho foi compilada recentemente no segundo volume da antologia Heróis de BD no Século XXI, publicação organizada e editada por Geraldes Lino (figura incontornável do universo da banda desenhada portuguesa), que irá estender-se por seis volumes. Esta antologia reúne diversos autores que contribuem com histórias de uma única prancha sobre as suas personagens preferidas, inseridas num contexto contemporâneo ou futurista que, em muitos casos, é inédito ou estranho aos seus universos originais, provocando, quase sempre, um efeito irónico ou satírico, mas sempre em tom de homenagem. Orientada por esse espírito, a minha homenagem é feita aos Estrumpfes, de Peyo, e intitula-se Apocalipse em Azul. Desfrutem. (Informações sobre como adquirir este e os restantes volumes da antologia podem ser pedidas pelo endereço de email: geraldes.lino [at] gmail.com).


terça-feira, 10 de junho de 2014

«Terminal Tower» de André Coelho e Manuel João Neto


O meu cúmplice André Coelho acaba de publicar um novo livro de banda desenhada, em colaboração com Manuel João Neto, intitulado Terminal Tower, uma observação apocalíptica que, certamente, J. G. Ballard ou até Thomas Pynchon gostariam de ter imaginado. Eu li e recomendo. Aliás, já escrevi sobre ele para o catálogo do Festival Internacional de BD de Beja deste ano. Deixo-vos com esse texto, intitulado O Apocalipse é Fácil. Em seguida, leiam Terminal Tower, que é bom que se farta (uma edição Associação Chili Com Carne, 2014).

O Apocalipse é Fácil

A vida é líquida: derrama do corpo quando este fica repleto de memórias e cheio de perguntas. Não haverá dias melhores: apenas ausência. E confusão para quem permanece.

Quando os organismos morrem, ficam mais pequenos. Que lhes falta? Alma? Ou, apenas, informação? Vimos ao mundo somente para largar informação: genes e obras de arte – crianças, livros. Fósseis resgatados pelos corifeus do progressismo como provas de passados gloriosos; no entanto, quem os deixou não manteve nenhuma revivescência como horizonte. Não pode predicar-se o passado – nem o futuro – dessa forma.

Todas as culturas atribuíram um papel ominoso à ameaçativa estrutura que é a torre, símbolo da húbris, da catástrofe – cunha que se intromete nas rachas da cultura de modo a alargar o estrago e acelerar a queda das sociedades. Capciosamente, transformámos essa representação em transmissor de informação. Contrário ao sinal, o ruído é unidimensional. Contrária à vida, a morte é unidimensional. A vida é um esforço para criar relevo. Isto é Babel: relevo na desértica paisagem achatada; alto o suficiente para alcançar o empíreo. Os batimentos cardíacos no ecrã retinto do monitor são pequenas torres, coruscantes sismografias, avisando que ainda se está vivo, que ainda se comunica. E o mais admirável é a nossa inflexível esperança de que ALGUÉM ESTÁ A OUVIR!...

A esfera, o sólido perfeito, o corpúsculo, o ponto, o elemento constituinte da matéria, é, afinal de contas, unidimensional. Todos os mitos recipiendários têm origem no surgimento da esfera – nunca existiu uma tabula rasa, mas uma orbis rasa. A esfera e a torre são a estilização gráfica da iniciática emissão que perdura em nós. Somos ecos. Somos apenas cópias. Imperfeitas, mas algumas são ainda mais defeituosas. Algumas são monstros.

Os monstros habitam as margens dos sistemas e invadem o centro quando este adoece. Ciápodes – ciclopes: o monstruoso representa uma deformação da unicidade, uma visão unária, indeclinável. Autocrática. Não é à toa que os ditadores são monstros, turiferando um discurso monossilábico até que a informação se transforme em ruído. A forma mentis do monstro fá-lo surgir no folclore como arauto do cataclismo, como mordomo do apocalipse, porém, na vida verdadeira, os monstros não irrompem antes, mas depois. Depois da bomba, os estropiados – depois da expilação nuclear, os mutantes. A monstruosidade é uma sátira cruel à diversidade, uma fantochada feita de ruído. Não tem beleza. Não tem significado. A não ser a beleza do aleatório e o significado que decidimos impor. Criar relevo é inventar significados: vivemos numa realidade imaginada, mas as ficções que criamos não são mentiras, são exofenótipos – não se pode ser humano sem uma torre, mas aceitar a torre é aceitar o monstro. Aceitar o apocalipse. Nada é mais fácil.

Nada é mais terminante.