sábado, 29 de janeiro de 2011

Novo romance terminado.

Novo romance terminado.
Agora é rever e enviar para o editor.
Que posso dizer sobre ele, neste momento? Que é o meu preferido, para começar. E que é, será, especial. Prometo dizer mais coisas, mais concretas, mais perto da hora certa.
Vai ser publicado no primeiro semestre deste ano, pelas edições Saída de Emergência.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Novo romance: trabalho em progresso


Um ponto de situação: estou a escrever o último capítulo do meu novo romance, que será publicado este ano pela Saída de Emergência. Os dois grandes temas que o constituem são, predominantemente, a Religião e a Linguagem - exploradas de um modo que, para já, só posso classificar de... heterodoxo!... A edição também o será; embora ainda seja cedo para revelar pormenores. Conto terminá-lo ainda este mês e, a partir dessa altura, darei mais novidades.
(Imagem: Studie zu den Händen eines Apostels, de Albrecht Dürer. 1508.)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"A Luz Miserável" no "Quem Quer Ser Milionário?"

Quando o horror invadiu o entretenimento familiar, em horário nobre...
O meu livro de contos de horror A Luz Miserável (Saída de Emergência) mencionado no concurso televisivo de perguntas e respostas Quem Quer Ser Milionário?, emitido na RTP1 a 05/01/11.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"Quem Quer Ser Milionário?"


Resposta D, A Luz Miserável? Está certíssimo.

Origem de "badagaio"

Hoje pediram-me, se pudesse, para esclarecer uma dúvida sobre a origem da palavra badagaio; e, por acréscimo, da expressão popular deu-lhe o badagaio. Com efeito, começo por dizer que, infelizmente, não tenho as respostas definitivas para essas perguntas, mas posso, ainda assim, tentar encontrá-las. Toda a gente está familiarizada com as definições comuns de desmaio, achaque ou morte repentina para a palavra badagaio, mas de onde é que ela virá?

Eu suspeito que badagaio seja uma corruptela de badagá, que era o nome que os antigos navegadores portugueses (ver, por exemplo, Conquista Temporal e Espiritual do Ceylão do padre jesuíta Fernão de Queyroz [1687]: «Agradecido o Rey Xaga Rajá ao bom serviço que lhe fizerão os Badagaz, gente sempre estimada, por valente e rebelada ao Nayque de Madurê...») davam ao povo que compunha o chamado Império ou Reino de Bisnaga: uma monarquia hindu que habitava no Sul da Índia, sobre o planalto do Decão. Ora badagá é, por sua vez, uma corruptela da palavra tâmul vadagar, com o mesmo significado.

O que interessa para desvendar a possível origem de badagaio é a constatação de que os tais badagás faziam, com frequência, sorrateiras incursões de guerrilha pelo centro e Sul da Índia, maltratando os cristãos. Por conseguinte, badagá (mais tarde badagaio) veio a ganhar o significado de gente terrível que se aproximava de modo sorrateiro das vítimas.
É aqui que estará a possível origem para a expressão popular deu-lhe o badagaio. Ou seja, era o badagaio (ou badagá) que vinha em surdina e dava pancada ou morte ao insuspeito: quase que se adivinha uma troca coeva de palavras, mais ou menos nestas linhas: "-Quem é que lhe deu?", "Deu-lhe o badagaio".

"O Evangelho do Enforcado" nos 'tops' de 2010 #2


O Evangelho do Enforcado (Saída de Emergência) continua a marcar presença nos tops que reúnem os melhores livros publicados em 2010.

Tops da crítica

PNET Literatura: Desenvolvendo as razões pelas quais escolheu os títulos que apresentou no seu weblog A Qualidade do Silêncio, o crítico Pedro Teixeira Neves escreve:
«Ofensa seria não referir (como muito boa e respeitada crítica não referiu) O Evangelho do Enforcado, de David Soares. Imaginação, história, bem escrever, muita emoção, eis um grande romance no chamado domínio do fantástico. A ler, a ler, a ler, sem qualquer preconceito de género. Deixe-se de ir pelo rebanho dos tops, insisto.»

Tops dos leitores

Lydo e Opinado: O leitor Tiago escolhe O Evangelho do Enforcado como o melhor livro português que leu em 2010 e sobre ele escreve o seguinte:
«A melhor leitura que tive de um autor português este ano. O romance histórico/ fantasia /terror passado na Lisboa Medieval, com todo um pano negro envolvendo os cenários, as personagens, as texturas das ruas e os cheiros fétidos... Não sabia que se escrevia fantasia a um nível tão avançado em Portugal. Detalhes meticulosos, pesquisa louvável, um sentido mórbido que não serve para o estômago de qualquer leitor, e uma re-invenção/interpretação histórica muito interessante, que deixam questões no ar. David Soares surpreendeu-me com força, abanou-me os ombros, e proporcionou-me uma leitura excelente.»

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Cabaret Seixal 2011 - Primeira Vaga


No próximo dia 25 de Fevereiro, o cinema São Vicente, no Seixal, irá receber a primeira vaga do evento Cabaret Seixal 2011: um espectáculo de spoken word e música ao vivo, organizado e musicado por Charles Sangnoir, vocalista e compositor de La Chanson Noire. O evento, espaçado ao longo do ano, será composto por diversas participações de vários artistas convidados.
Esta primeira vaga contará com Fernando Ribeiro, vocalista de Moonspell, e comigo.

Visitem o myspace do evento para saberem mais detalhes e ficarem a par das novidades.

Entretanto, à guisa de hors d'oeuvre, fiquem com a minha participação no Cabaret Seixal 2010, com o texto Ode ao Negro.


Da luz nasce a sombra


Excelente crítica a A Luz Miserável (Saída de Emergência), escrita por João Morales na revista Os Meus Livros deste mês:

Da Luz Nasce a Sombra

De 0 a 5: 4
Prós: A escrita apurada, a capacidade de incorporar questões éticas por entre o horror.
Contras: O primeiro conto mostra-se mais frágil.

Três contos unidos pelas características da escrita deste autor - referências escatológicas, fantasia negra, algum fundo moral mais ou menos distorcido até se tornar (quase) irreconhecível, uma escrita cuidada.
Saltando a primeira história (uma narrativa sobre uma vidente que convoca "os elementais", seres de luz, e um homem quase invisível), enfraquecida por uma certa tonalidade new age, entremos nas duas seguintes, francamente bem conseguidas.
A Luz Miserável fala-nos de três antigos combatentes, Fortunato (acamado num hospital), Ranulfo (administrador de um predio) e Bartolomeu (que encontrou a salvação tornando-se num cruel sádico, para arrecadar almas), que temem em conjunto a chegada de um feiticeiro negro.
Depois conheça o Rei Assobio, um conto a fazer lembrar as histórias de arrepiar contadas à lareira, com laivos de ruralidade, preceitos ancestrais e reminiscências de Moby Dick. Temos Bicheiro, rapaz de 14 anos que frequenta bordéis, Bandido, Guiga e Cupim, atraídos por Rei Assobio (antes conhecido como Emílio Ensino) e ensinamentos sábios. «Andam muitas coisas por aí. Umas boas e algumas más. Mas a maioria são coisas boas», diz a mãe de Ensino.
Apenas a maioria, como ela bem frisou...

Um 'top ten' dos melhores livros de horror publicados em Portugal em 2010


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"O Evangelho do Enforcado" nos tops de 2010


O meu romance O Evangelho do Enforcado (Saída de Emergência), sobre os Painéis ditos de São Vicente, figura em alguns tops literários, portugueses e estrangeiros, que reúnem os melhores livros editados em 2010.

Tops da Crítica:

Revista Os Meus Livros - na revista Os Meus Livros deste mês, o crítico João Seixas apresenta O Evangelho do Enforcado como sendo um dos melhores livros de 2010. Ainda no seu top de cinco escolhas, pode-se encontrar A Luz Miserável.
E na mesma revista, também a crítica Mónica Maia apresenta O Evangelho do Enforcado como uma das suas escolhas na lista dos melhores livros de 2010.
(Lembro que O Evangelho do Enforcado foi O Livro do Mês na revista Os Meus Livros de Março: a ver nesta ligação.)

The OF Blog - o crítico norte-americano Larry Nolen elege O Evangelho do Enforcado como um dos melhores livros de Ficção Especulativa e ainda Ficção de Língua Estrangeira que leu em 2010.

A Qualidade do Silêncio - o crítico Pedro Teixeira Neves escolheu O Evangelho do Enforcado como um dos vinte melhores livros editados em 2010.


Tops dos Leitores:

NLivros -
o weblog NLivros apresenta dois romances meus no seu top de dez melhores leituras do ano: em segundo lugar está O Evangelho do Enforcado e em quinto A Conspiração dos Antepassados.

Os Devaneios da Jojo - o weblog Os Devaneios da Jojo apresenta O Evangelho do Enforcado no seu top de dez melhores leituras de 2010
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Uma tarde no museu


Ontem, na companhia de um casal amigo, visitei o Museu Nacional da Arte Antiga para ver a exposição de pintura Primitivos Portugueses (1450-1550): O Século de Nuno Gonçalves, na qual se integram os trabalhos Painéis de São Vicente de Fora e Ecce Homo sobre os quais escrevi no romance O Evangelho do Enforcado (Saída de Emergência).

A minha intenção era começar a visita guiada pelo 3º andar do museu, dedicado à escultura, e onde se encontra a fantástica fonte bicéfala manuelina: um dos mais maravilhosos ícones da cidade.
Infelizmente, a exposição temporária ocupou o piso e as esculturas não podem ser observadas. Fiquei triste, porque queria mostrar a fonte aos meus amigos, mas haverá outra oportunidade. Entretanto, partilho uma imagem desse trabalho, de escultor anónimo e data incerta (datará do primeiro decénio do século XVI). Quantos outros trabalhos mágicos, desta natureza, teremos perdido ao longo dos séculos? Dá que pensar.

Aqui, D. Manuel I, o Venturoso, e provavelmente D. Maria (a sua segunda mulher, com quem casou em 1500), surgem como sendo as duas cabeças de uma serpente. Muito intrigante é a presença de dois brasões: a esfera armilar manuelina e o camaroeiro de D. Leonor, irmã mais velha do rei e viúva de D. João II.
Só existe mais um exemplo dessas duas empresas conjuntas e que é o Pelourinho de Óbidos. Por conseguinte, também se poderá especular que a cabeça feminina é a de D. Leonor.

Mesmo assim, D. Manuel I caracterizou-se por ser um rei que não teve amantes e por se fazer acompanhar por D. Maria em todas as ocasiões - conduta que não o poupou a que se dissesse em surdina que era um efeminado; já que, nessa altura, o costume mandatava que os mundos masculinos e femininos fossem duas realidades apartadas. Todavia, mesmo que a parcela feminina da enigmática escultura não seja D. Maria, isso não invalida o facto de que D. Manuel I e D. Maria deram feitio na vida diária a um verdadeiro rebis...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Planeamento a longo prazo


Ainda o Natal nem sequer chegou e já o Coelho da Páscoa anda ocupado a fazer os ovos.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Reflexão a partir de Berger


John Berger escreveu:
«Cada cidade tem um sexo e uma idade que em nada se relacionam com a demografia. Roma é feminina. Assim como Odessa. Londres é um adolescente, um fedelho, e, no que diz respeito a isso, não mudou desde os tempos de Dickens. Acredito que Paris é um homem na casa dos vinte anos, apaixonado por uma mulher mais velha.»
Muitas vezes reflecti sobre quais serão o sexo e a idade da minha cidade. A conclusão possível é a de que, se calhar, Lisboa é um velhote sereníssimo. Um «guardador de rebanhos» filosófico; espécie de Alberto Caeiro avant la lettre, com longos cabelos e barbas brancos, evocativo até do Adamastor esculpido por Júlio Vaz Júnior. Mas talvez mais que guardar ovelhas ou cabras, este colosso guarde pássaros - como sugerem os dois corvos do seu brasão.

O desta imagem está no Largo do Andaluz: data de 1336 e é o mais antigo brasão da cidade.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Trabalho em progresso


Neste momento, estou a traduzir (mais) um clássico da literatura fantástica, que irá ser editado para o ano pela Saída de Emergência. Enquanto o faço, estou a escrever um novo romance que conto acabar circa final de Janeiro e início de Fevereiro de 2011. Estava a escrever outro, que, entretanto, retomarei quando terminar este. Será um livro bastante especial (vocês verão...) e ando felicíssimo a escrevê-lo. Para o ano, também será publicado, pela Kingpin Books, outro álbum de banda desenhada, escrito por mim e desenhado por um novo e excelente artista (em breve, divulgarei mais pormenores sobre este título). E, é claro, sairá o álbum É de Noite Que Faço as Perguntas, pela Gradiva. São assim os meus dias, entre tradução e escrita. Tanto por um lado, como pelo outro, gosto de pensar que estou entre clássicos. Daqui a uns meses, vocês me dirão.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

David Soares sobre "Tratado de Vampirologia"


Este mês, na rubrica "Um Livro em Análise", a revista Os Meus Livros apresenta um mini-ensaio meu sobre o livro Tratado de Vampirologia do Dr. Abraham Van Helsing, de Édouard Brasey:

«Tratado de Vampirologia, por David Soares. num momento em que o imaginário popular reergueu a figura dos míticos sugadores de sangue, pedimos ao mais importante escritor português de horror da actualidade para ler e comentar uma obra de culto, atribuída a Van Helsing, o famoso caçador de vampiros.»

Nova excelente crítica a "O Evangelho do Enforcado"


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"Centenário" dos Painéis de São Vicente de Fora


Este ano comemora-se o centenário do restauro e apresentação pública dos conhecidos Painéis de São Vicente de Fora. Seria de esperar que a imprensa se lembrasse que este ano foi publicado, se não estou em erro, o ÚNICO romance português (também não existe nenhum estrangeiro) sobre os Painéis de São Vicente e o seu suposto autor Nuno Gonçalves. Ainda por cima, é um romance assente na melhor biografia disponível sobre a temática e que aprofunda com rigor e autenticidade a Idade Média portuguesa.

Todos os que ainda não o leram estão convidados a descobri-lo nesta ligação, na qual poderão ler um excerto generoso: http://www.saidadeemergencia.com/uploads/books/samples/dw5_Evangelho_enforcado.pdf

«A escrita eloquente, elegante e cativante, apoiada numa sólida estrutura narrativa, tornam a qualidade desta peça inegável. O interesse das temáticas e a imaginação com que são abordadas tornam-na indispensável.»
- Mónica Maia, in Os Meus Livros (ao escolher O Evangelho do Enforcado como Livro do Mês)

«É de recorte e lavra genial esta empreitada literária de David Soares.»
- Pedro Teixeira Neves, in Portal PNETLiteratura